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Sexta-feira, 04 de Setembro de 2020

O racismo no salão de cabeleireiro atinge modelos negras - vídeo

Modelo é vítima de racismo imposto por cabeleireiro negro
Modelo é vítima de racismo imposto por cabeleireiro negro
Uma situação assustadora. Wilson Eliodório, cabeleireiro famoso por tratar de mulheres com cabelos crespos, e com ascendência negra, chocou as redes ao se dirigir de forma ofensiva a modelos durante uma gravação. Ele disse, enquanto analisava os cabelos, que uma delas, a modelo Mariana Vassequi, seria produto do sexo do patrão: "Esse cabelo ou essa pessoa é um filhote de patrão, porque o patrão comeu uma escrava e gerou isso aqui." Em seguida ele se dirige ao cabelo de outra modelo e também faz comentários racistas: "Esse cabelo é um cabelo que vem do morro, e agora essas mulheres tem dinheiro e agora elas querem ir em salão chique, por isso nós temos que saber mexer com elas."

A modelo Mariana revelou que ficou congelada com o que ouviu do cabeleireiro:

Congelada com a cena, Mariana ficou estática enquanto tentava processar o que estava acontecendo durante o que deveria ser um trabalho para divulgar produtos de uma marca de cosméticos. Em entrevista exclusiva para a Marie Claire, ela conta que manteve a postura profissional e que demorou a acreditar no que estava passando, pela gravidade das falas de Wilson. "Senti medo, muito medo", relata.

"Em um primeiro momento, pensei 'será que estou mesmo ouvindo isso?'. Você está exercendo seu trabalho, não espera que vá ser agredida verbalmente dessa forma. Até porque veio de uma pessoa que eu não imaginava que falaria tal coisa. Depois, veio uma paralisação, de medo. Se essa pessoa se sente confortável em falar isso e ninguém está falando nada, então é porque está todo mundo bem confortável também", conta.

Tudo o que aconteceu ali foi emblemático, os toques nos cabelos, os comentários falando sobre a escravização dos povos negros e até do abuso sexual das mulheres negras escravizadas. Tudo em forma de "piada". A carga atingiu Mariana com tudo, que disse que está indo atrás dos seus direitos para tratar legalmente da situação. Não entrou em detalhes sobre o processo, mas garantiu que está em busca de justiça.

Para assistir ao vídeo da ofensa clique aqui

Wilson Eliodorio é conhecido por ser cabeleireiro de famosas como Taís Araújo, Elza Soares, Iza, Cris Viana, Gaby Amarantos e Naruna Costa. O nome dele sempre circulou como especialista em cabelos crespos e cacheados.

Depois do ocorrido e da repercussão nas redes sociais, Wilson publicou um vídeo em seu Instagram e pediu desculpas a Mariana e Ruth Morgan, outra modelo que participou do evento. Após a postagem do vídeo, o cabeleireiro não concedeu mais entrevistas e informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que está em um momento profundo de reflexão. "Pra além das óbvias desculpas, meu compromisso de mudança de atitude e revisão de valores. O momento é de escuta e transformação", escreveu na legenda do vídeo.

"Eu erro. E o fato de ser negro não me isenta do erro. Porque assim como você, eu nasci nesse país racista. Sim, sofreu preconceito, racismo, e não aprende, não aprendeu que não se repete isso com um irmão. Mesmo negro, bicha preta, repetiu todas as merdas que ouviu pela vida, que ouve todo dia, que a gente ouve pela vida afora, perpetuando essas piadas horrorosas que disseminam ódio, racismo, machismo, misoginia, preconceito."

"Eu trabalho com o cacho, entendo o cacho, entendo o crespo, e sou muito orgulhoso de influenciar mulheres a assumir seu cabelo natural, crespo."

"Tenho muita culpa, muita vergonha, de ter dito o que disse. Principalmente pela dor que causei. Mas repito, ser preto não me faz imune da construção racista desse país. Estou em reeducação. Assim como tantos de nós. Desculpa. Desculpa, Mari, desculpa Ruth."

 

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