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Quinta-feira, 16 de Março de 2017

Lista Fechada é o mesmo que cassar em definitivo o voto do eleitor

Por Fábio Lau

Cassaram o voto de 54 milhões de brasileiros quando foi aplicado o golpe político que destituiu Dilma Rousseff. Mas acham pouco. Agora, fustigados por denúncias de corrupção que transcendem ao universo do PT outros partidos de esquerda, e atingidos por listas de empreiteiras e até a do procurador Rodrigo Janot, golpistas querem introduzir no país (e o termo é apropriado) o advento do voto em lista fechada. Que se daria da seguinte forma: um colegiado das mais variadas legendas se reúne e escolhe nomes que deveriam ocupar vagas nos cargos legislativos (câmaras municipais, assembleias, Câmara Federal e Senado). Restaria então ao eleitor endossar tal lista votando não no político com quem conversou, olho no olho, ouviu propostas e, confiou o voto. Mas apenas votar, ou ratificar, a lista proposta pelos dirigentes da legenda que usarão, claro, critérios pouco claros para a montagem do grupo. Feito isso, aqueles nomes que compunham a lista, a elite partidária portanto, ascenderiam aos cargos legislativos.



Tal objetivo ganha cada vez mais força entre os políticos atuais - e não apenas os conservadores. A piada, antiga e que retorna agora, é retomada quando assistimos a um dos parlamentos mais venais da história da República, capaz que foi de anular uma eleição presidencial promovendo, concomitantemente, um espetáculo circense diante da TV.

O objetivo da Lista Fechada é reduzir a pó os efeitos da Lava-Jato sobre os atingidos. Como assim? Simples: caso você, eleitor, queira excluir da sua lista pessoal aquele que te traiu, enganou, prevaricou ou corrompeu, o colegiado formado por delegados de partidos poderá cuidar de preservar tal político canalha no parlamento. E ponto final.

Sem representatividade



A inquestionável perda de qualidade do atual parlamento, com políticos sem origem popular e/ou propostas, tem muitas explicações. Mas o caso do Rio de Janeiro, cada vez mais conservador e aberto a ideais reacionários, merece uma análise particular.

Nas duas gestões de Sérgio Cabral (1º de janeiro de 2007 a 3 de abril de 2014) muito dinheiro de corrupção foi introduzido no Estado. E tais recursos circularam nas mãos de caciques políticos que garantiram estabilidade política na Assembleia e o silêncio de quem deveria fiscalizar e denunciar. O dinheiro, sabe-se agora, era oriundo de caixa 2 de grandes empresas responsáveis pelas obras bilionárias que antecederam Copa do Mundo e Olimpíadas.

A fartura financeira transformou um Estado. O Rio, historicamente progressista, elegeu políticos desconhecidos e sem qualquer identificação popular. São originários de igrejas e seitas evangélicas ou herdeiros familiares de políticos tradicionais. Tais núcleos familiares, que formam bancadas políticas, criaram clãs no Rio de Janeiro.

O filho do ex-governador Sérgio Cabral é exemplo claro: Marco Antônio foi eleito com 120 mil votos pela máquina do PMDB. Mas nem chegou a assumir o cargo parlamentar e já foi alçado ao posto de secretário de Esporte, Lazer e Juventude. Tempos depois, enviado para a Câmara para ajudar a conter o avanço do golpismo contra Dilma, se converteu, em seis meses, aos golpistas: votou a favor do impeachment. Pedro Paulo, outro político do PMDB eleito pela máquina municipal, seguiu o mesmo roteiro.

Além destes segue uma lista expressiva de representantes desconhecidos eleitos por núcleos religiosos ou currais políticos.

A atual legislatura é, seguramente, uma das piores de toda a história. Originada na facilidade de obter recursos que se converte na conquista de votos.

Entregar a este modelo de liderança política, hoje hegemônica, a feitura da Lista Fechada é sepultar a possibilidade de mudar radicalmente os rumos do parlamento no país. Um novo golpe.

O instituto da Lista Fechada é, portanto, a ampliação do golpe que destituiu um governo e impôs outro goela abaixo. Um governo que quebra o país: vende ativos da Petrobras, altera a legislação trabalhista, anula a aposentadoria dos mais pobres e destrói sistemas de Saúde e Educação.

A Lista Fechada vem agora para perpetuar no poder os algozes da democracia. E, curiosamente, conta com o silêncio cúmplice de representantes da ala dita progressista.

 

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