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Terça-feira, 14 de Julho de 2020

Seu Walter e os 15 mil moradores de rua do Rio de Janeiro

Seu Walter e a mania de ter fé na vida
Seu Walter e a mania de ter fé na vida

Não dá para se atribuir exclusivamente à pandemia. Tampouco ao alcoolismo, drogas ou problemas psicológicos. Nos últimos tempos o número de moradores de rua saltou de 5 mil para 15 mil pessoas só no Rio de Janeiro. A prefeitura do Rio admite que, no ano passado, quando a situação não era a mais grave, só havia vagas disponíveis em abrigos para 15% do contingente - cerca de 1.800 vagas. Em meio a este universo de pessoas das mais variadas idades, classes sociais e grau de escolaridade, seu Walter, um senhor esguio e altivo, ganhou se destacou aos olhos de um jornalista que passa por ele há pelo menos três anos - seja à pé ou de ônibus na Grande Tijuca, no Rio. E foi Rogério Imbuzeiro quem narra a sua história:



Seu Walter deve ter entre 65 e 70 anos.

É educado, boa praça, confiante.

Para alguém que não sobreviveria sem a ajuda de terceiros, é um cara comedido. Nada invasivo.
Fica ali na descida do Alto da Boavista diante do Hospital da Ordem Terceira.
Rogério Imbuzeiro é um dos habituais colaboradores do almoço ou lanche do velho Walter. Admira a sua conexão com o tempo e os perigos da vida.

Ao avistá-lo do ônibus, com máscara, touca e cobertor, protegendo-se da pandemia e do Frio do Alto (à noite fez 8 graus), gritou seu nome para se certificar de que tudo corria bem. Corria? Imóvel para captar raios de sol, sim. Walter corre bem.

Melhor estaria se a igreja pudesse colocá-lo na lista dos beneficiários do sopão ou a Prefeitura oferecesse alimento e trabalho para os que precisam comer e trabalhar. O que cozinha satisfaz ao que come. É um mesmo moinho.

Mas a igreja, diante da crise, encolheu o atendimento em vez de ampliá-lo. E Crivella deve ter mais o que fazer do que assistir a um homem que espanta o frio e a fome com a cana, o sorriso e a fé.

Ter fé, nestas circunstâncias, é ser do grupo dos que esperam o dia amanhecer.
Seu Walter é assim.

Quem puder ajudá-lo... ele reside ali. Não precisa bater à porta, tocar interfone ou campainha.

 

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