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Sexta-feira, 12 de Maio de 2017

Xuxa das ruas do Rio e o estigma de ser Xoxa - vídeo

Por Fábio Lau

Xoxa vende alegria nas esquinas do Rio
Xoxa vende alegria nas esquinas do Rio

Por trás da loura peruca com fios sintéticos, do batom rosa bebê e de uma minissaia a recobrir as pernas de saracura reside Ivy Amista Lima. Ele dá vida e movimento ao personagem Xoxa Menegay que há mais de uma década ganha a vida cantando a música que o Brasil cansou de ouvir via Rainha dos Baixinhos. Ivy, do alto de sua dignidade artística, conversou com o jornalista e documentarista Marcelo Migliaccio, para mais um documentário do Blog Rio Acima, de MCE Produções.





Xoxa dança e canta sozinha. Mas se faz acompanhar de uma cartola mágica onde deposita esperança enquanto alguns passantes colocam dinheiro. Da alquimia tira seu sustento desde que entendeu que era ali, e não num estúdio de balé, que conseguiria o suficiente para viver.

A vida não foi e nem é fácil, como era de se supor. Filho do meio nascido entre duas irmãs, Ivy guarda na memória a imagem de uma mãe cruel.

Como assim?

- Ela tinha um problema de cabeça e não me permitia comer com as outras pessoas. Me deixava sentar na mesa onde as meninas comiam, mas eu não - diz.

Na lembrança reside a fome. A mãe? Morreu há alguns anos.

A magreza, como se vê, o acompanha desde sempre. E mesmo que a história não seja o retrato da verdade absoluta, ela é presente - o que reforça a narrativa. Ossos depositados sobre ossos e um requebrar que faz duvidar como se sustenta de pé.

Encontro que não houve



Um encontro esperado por óbvio que seria, o de Xuxa e Xoxa, quase aconteceu. Certa vez a legítima, hoje na Record, disse na TV que tentou falar com Xoxa enquanto estava parada no sinal de trânsito. Mas a dublê não foi até ela. Xoxa explica que não a reconheceu.

Da infância na Vila Kennedy, em Bangu, resta pouco além de lapsos de memória: resiste a lembrança do traficante que substituía a mãe ao dar-lhe o que comer, como pizza e refrigerante, e do dia em que, assustado, se recusou a virar assassino:

- Tinha onze anos. O bandido queria que matasse um garoto. Me deu a arma. Mas não consegui: joguei a arma no chão e fugi. Sei que eles acabaram por matar este menino.

Assim, no dia em que você passar por Xuxa, ou Xoxa, nas ruas, saiba que naquele corpo esquálido resiste um artista que é só história e sobrevivência:

- A pior coisa é ter que cobrar dinheiro. Mas não vejo a hora de deixar o personagem de lado e gravar meu próprio CD. Com a minha própria voz, músicas e composições.



Marcelo Migliaccio é um documentarista popular que enxerga a distância o personagem que carrega uma boa história. Para assistir a outros documentários assine seu canal no Youtube do Blog Rio Acima.

 

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