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Segunda-feira, 09 de Março de 2020

Professor Silvio Almeida ensina "racismo estrutural" a Antonia Pellegrino

Professor Silvio Almeida: responsabilidade sobre quem sabe do que se trata racismo estrutural
Professor Silvio Almeida: responsabilidade sobre quem sabe do que se trata racismo estrutural

As críticas a Antonia Pellegrino não vem apenas de grupos de cinema ou mesmo do ambiente político. Professor e autor de livros sobre o racismo, Sílvio Almeida diz , no seu Twitter, que ao se revelar conhecedora do que vem a ser racismo estrutural e também estar antenada com outras questões urgentes, como o feminismo, isso ampliaria a sua responsabilidade diante da escolha do diretor - e não reduziria.



O professor Silvio Almeida, doutor em direito pela USP e presidente do Instituto Luiz Gama, fez uma sequência de tuítes na noite deste domingo (8) apontando que a polêmica declaração da roteirista Antonia Pellegrino, autora de série sobre Marielle Franco que será exibida pela Globo, perpetua racismo estrutural.

Pellegrino causou polêmica por escolher o diretor José Padilha para trabalhar na série e pela justificativa que apresentou: de que não escolheu um negro porque não existe um Spike Lee brasileiro devido ao racismo estrutural - a declaração depois foi remendada conforme você pode ler aqui.

Almeida, autor do livro Racismo Estrutural (Editora Polen) da coleção Feminismos Plurais de Djamila Ribeiro, rebateu a justificativa da roteirista. "Ao tomar consciência da dimensão estrutural do racismo, a responsabilidade dos indivíduos e das instituições aumenta e não diminui. Agora, cada um vai ter que pensar qual o seu papel na reprodução de uma sociedade racista", disse em um dos tuítes.

Leia abaixo a sequência de postagens:


Atenção: racismo estrutural é um conceito cuja aplicação resulta em responsabilidade e não pode ser usado como desculpa para ser irresponsável. Segue o fio sobre racismo, Spike Lee e comparações esdrúxulas.

‌Pensar o racismo como estrutural é tirá-lo do campo da culpa (e da desculpa) e tratá-lo na dimensão da responsabilidade política. É uma forma de "desnaturalizar" o racismo, compreendendo-o como parte da história e dos conflitos políticos.

‌‌Ao tomar consciência da dimensão estrutural do racismo, a responsabilidade dos indivíduos e das instituições aumenta e não diminui. Agora, cada um vai ter que pensar qual o seu papel na reprodução de uma sociedade racista.

Perguntas para brancos e não-brancos: "em uma sociedade constituída pelo signo da raça, qual o meu lugar? De que modo eu naturalizo essa sociedade?" E a mais importante: "como posso agir para desnaturalizar o racismo?".

‌‌Uma vez em contato com a ideia de que o racismo é estrutural, não há saída: é preciso assumir uma postura ética e politicamente responsável quanto ao lugar que ocupamos em um mundo racializado.

Para saber melhor quem é o professor Silvio Almeida:

 

Veja também:

>> Treta: Padilha em filme de Marielle e as eleições no Rio

>> Milton e o Clube da Esquina: reencontro mítico no Canal Brasil

>> A guerrilha pagou um anúncio no jornal

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