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Segunda-feira, 11 de Fevereiro de 2019

Sobre o receio de Bolsonaro com encontro de católicos na Amazônia

Igreja itinerante e flutuante
Igreja itinerante e flutuante

Faz sentido. O governo Bolsonaro sabe do quanto a religião é capaz influenciar e manipular um eleitorado, e especialmente uma camada mais vulnerável. Viu isso acontecer nos últimos tempos quando a chamada Bancada da Bíblia dobrou de tamanho e, nas últimas eleições principalmente, influenciou eleitores em vários estados e até no governo central. ele próprio se batizou em uma dessas igrejas para conquistar o apoio evangélico. Daí o temor exagerado diante do encontro de Católicos na Amazônia. Marcado para outubro, O que ele não sabe é que há uma linha ética que distancia e os universos da igreja Católica Progressista, especialmente, e os neo pentecostais.



A força evangélica no governo Bolsonaro é gritante. A ponto de atualmente, ainda que de forma velada, faz campanha para enfraquecer o vice-presidente, Hamilton Mourão, um general de quatro estrelas, após ele ter se manifestado sobre o aborto. O militar disse, textualmente, que a palavra da mulher sobre a manutenção ou não do aborto deve ser respeitada.

A fala foi o suficiente para que Marcos Malafaia, velho aliado do poder e dos governos conservadores, atacar Mourão. Mas ele não é único. A ministra da Mulher, Direitos Humanos, Damares Alves, é um quadro evangélico e em nome dele tem falado barbaridades sobre as questões de gênero e sexualidade.

A preocupação do setor de "inteligência" do governo, em poder de militares, baseia-se portanto neste grau de influência para transformar católicos ligados ao papa Francisco, da linha progressista, portanto, em inimigos em potencial.

Depois de ter ampla influência na Amazônia e também nas regiões mais periféricas do país, através da Pastoral da Terra e Indígena (Conselho Indigenista Missionário), o Vaticano assistiu inerte ao crescimento dos evangélicos na região - e agora tenta recuperar terreno.

Fernando Haddad disse, em seu Twitter, não acreditar que papa Francisco irá flexibilizar a pauta do encontro no final do ano para agradar ao governo Bolsonaro:

- Bolsonaro quer que Itália pressione Vaticano a censurar bispos sobre pauta ambiental. Estive com o Papa discutindo a encíclica Laudato Si*. Acho difícil ele abrir mão das suas convicções para adotar as de Bolsonaro"

No domingo (10), em nota oficial, o GSI confirmou ver com preocupação o evento denominado Sínodo Sobre a amazônia marcado para outubro deste ano. Por outro lado negou que tal preocupação com o encontro tenha suscitado algo próximo da espionagem - conforme chegou a ser especulado. Mas afirma que alguns temas a serem abordados podem comprometer a soberania nacional. Eis a nota emitida:


"Nota de Esclarecimento

Em relação à matéria publicada hoje no Jornal O Estado de São Paulo com o título "Planalto vê Igreja Católica como potencial opositora", informamos o seguinte:

1. A Igreja Católica não é objeto de qualquer tipo de ação por parte da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) que, conforme a legislação vigente, acompanha cenários que possam comprometer a segurança da sociedade e do estado brasileiro;

2. Não há críticas genéricas à Igreja Católica. Existe a preocupação funcional do Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional com alguns pontos da pauta do Sínodo sobre a Amazônia que ocorrerá no Vaticano, em outubro deste ano;

3. Parte dos temas do referido evento tratam de aspectos que afetam, de certa forma, a soberania nacional. Por isso, reiteramos o entendimento do GSI de que cabe ao Brasil cuidar da Amazônia Brasileira.

Brasília, DF, 10 de Fevereiro de 2019.
Atenciosamente,
Ass Com GSI"


* Encíclica em que o papa condena o consumismo.

 

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