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Política - Geral

 

Quinta-feira, 08 de Novembro de 2018

PF cumpre mandados da Lava-Jato contra deputados do Rio: 8 presos

Imagem divulgada pela Polícia Federal
Imagem divulgada pela Polícia Federal

O esquema do ex-governador Sérgio Cabral, preso e condenado a mais de cem anos de prisão, continua sendo desvendado e provocando terremotos políticos no Rio. A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MP) realizam, na manhã desta quinta-feira (08), a Operação Furna da Onça, que investiga a participação de deputados em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro, loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual. As autoridades esperam cumprir 22 mandados de prisão e outros 47 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF2). Até o momento, oito deputados estaduais foram presos, além de chefes de gabinete, e o presidente do Detran, Leonardo Silva Jacob, entre outros.


Pelo menos 40 endereços serão ou já foram "visitados" pelos agentes, entre eles o prédio anexo da Alerj onde havia reuniões antes dos encontros em plenário. A expectativa é de que 10 deputados sejam presos nesta operação. Entre eles, com prisão temporária decretada, estão André Corrêa (DEM), que foi secretário estadual do Meio Ambiente; Chiquinho Mangueira (já preso); Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius "Neskau" (PTB).

Alvos de mandado de prisão preventiva são Edson Albertassi (MDB) e Paulo Melo (MDB). Atualmente, os dois cumprem pena em Bangu. Neste momento, a equipe da PF cumpre um mandado de busca e apreensão da casa do ex-presidente da Alerj Jorge Picciani (MDB), que está em prisão domiciliar por questões de saúde. Um novo mandado de prisão preventiva contra ele também será cumprido. Esses são os 10 parlamentares da lista da PF e MP.

Até o momento, o chefe do gabinete do André Corrêa (DEM) foi alvo de busca e apreensão e teve um mandado de prisão cumprido. Na sua casa, na Região Oceânica de Niterói, Região Metropolitana do Rio, a PF encontrou grande quantidade de dinheiro. Leonardo Mendonça Andrade, chefe do gabinete do deputado Marcos Abrahão (Avante) também foi preso.

Os deputados André Corrêa e Marcos Abrahão também tiveram os mandados de prisão cumpridos pela PF, assim como Chiquinho da Mangueira (PSC). O atual secretário de governo do Luiz Fernando Pezão, Affonso Monnerat e o presidente do Detran/RJ, Leonardo Silva Jacob também foram presos.

Atualmente, André Corrêa é líder da mesa diretora e Chiquinho Mangueira é corregedor da Alerj, responsável por fiscalizar os deputados. Em nota, o Governo do Estado declarou que "desconhece os fatos e não teve acesso aos autos do processo".

Os deputados estaduais Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Vinícos "Neskau" (PTB) e o ex-presidente do Detran Vinícius Farah, eleito deputado federal pelo MDB, também foram presos.

Os deputados são suspeitos de usarem a Alerj a serviço de interesses da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral (MDB), que em troca pagava propina mensal ("mensalinho"), que variava de R$ 20 mil a 100 mil reais, durante seu segundo mandato (2011- 2014). De acordo com as investigações, a propina resultava do sobrepreço de contratos estaduais e federais. Além de Cabral, comandavam a organização investigada os ex-presidentes da Alerj Jorge Picciani e Paulo Melo, presos um ano atrás na Operação Cadeia Velha.

Outros alvos são o atual secretário de governo do Luiz Fernando Pezão, Affonso Monnerat, que também está na equipe de transição para o novo governo, o presidente do Detran/RJ, Leonardo Silva Jacob, e seu antecessor Vinícius Farah, recém-eleito deputado federal pelo MDB.

Nesta quinta-feria, 48 equipes da PF e 35 membros do MPF na 2ª Região (RJ/ES) e MPF/RJ estão participando da ação, que é um desdobramento Operação Cadeia Velha, deflagrada em novembro de 2017, que prendeu o então presidente da Alerj Jorge Picciani, em prisão domiciliar, e os deputados Paulo Melo e Jorge Albertassi, que cumprem pena em Bangu. A operação investigou esquema de corrupção em que os deputados usavam da sua influência para aprovar projetos na Alerj para favorecer as empresas de ônibus e também as empreiteiras.

O nome da operação faz referência a uma sala de reuniões que fica perto do plenário da Alerj, onde os deputados, segundo as investigações, se reuniam para rápidas discussões antes das votações no plenário.

 

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