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Política - Eleições

 

Domingo, 12 de Outubro de 2014

Covardia do PT e a perpetuação do modelo de mídia

Por Fábio Lau

Dilma e Ana Maria Braga: receita da bajulação
Dilma e Ana Maria Braga: receita da bajulação
As lamúrias dos dirigentes do PT quanto ao tratamento que recebe da mídia corporativa nesta reta final do segundo turno das eleições presidenciais chega a ser patético. Ou risível. Há mais de uma década, ao assumir a Presidência da República, Lula se viu perseguido pela velha mídia: cheiro de irregularidade virava escândalo e posterior condenação antes mesmo de encerrado um processo investigatório. A senha estava dada.

O partidarismo da velha mídia, que nada tem a ver com jornalismo, mas com sectarismo político na defesa de um velho modelo de gestão que contempla os órgãos de comunicação com montanhas de verbas públicas, se mostrou presente e fortalecido mesmo no governo do PT. Enfrentar o partido surgido nos sindicatos era uma questão de ordem. Iniciada em 89.

Lula, ao deixar o governo apanhando como massa de pizza, deixou o ex-ministro Franklin Martins para tocar o projeto de reforma da Lei de Meios - um modelo que regularia a atividade da comunicação (não confundir, conforme querem os coxinhas da área com intervencionismo, censura ou outros blablablás). O modelo era o cumprimento daquilo que foi aprovado na Constituição de 88 e que jamais saiu do papel: regionalização da cultura via TV para preservação da diversidade do país.

Feito na Argentina, a duras penas, ampliou o número de profissionais da área da Comunicação e desmitificou a ideia de que retalhar um conglomerado iria leva-lo a falência. Ampliar a Comunicação, especialmente nos tempos de Internet, é regra em todo o planeta. Mas visto como ameaça pelas velhas corporações no Brasil.

Dilma chegou ao Planalto com pose de Rainha e dizendo que nada faria que alterasse o panorama midiático. Aplausos na corte. Continuou irrigando os cofres da velha mídia com a publicidade oficial. Mais do que isso: mantinha-se alheia e indiferente ao crescimento da mídia alternativa que surgia no seu quintal e, ironicamente, lhe era mais simpática do que poderia pedir. E talvez por a sério.

Tomate no pescoço: coleiro do brejo
Tomate no pescoço: coleiro do brejo  


















Já dizia Brizola sobre Jango durante a convivência política na década de 50: "agradamos os opositores e aliados de ocasião porque estes nos farão mal. Galinha de casa tratamos a pão e água". No caso da mídia alternativa, nem isso.

Dilma hoje enfrenta um furor midiático só visto em 89 no enfrentamento entre Lula e Collor. Pesquisas são evidentemente manipuladas para apeá-la do poder que será entregue ao adversário de duas décadas - o tucanato. E, novamente, os dirigentes petistas lamentam a falta de pluralidade da comunicação.

Como diria Millôr Fernandes, o que espanta é o susto! Mas há cinismo na maneira como os dirigentes reagem agora.

Ao assumir a Presidência Dilma foi ao programa global de Ana Maria Braga ensinar a fazer comida. Achava que assim seria seu governo: amigo, divino, cuscuz de tapioca. Um tempinho depois e a anfitriã posava com um colar de tomates para esfregar na sua fé. Mostrava ali, a Globo, que Dilma, assim como outros tantos pardos da banda de lá, poderia liberar o quanto fosse em recursos que jamais deixaria de ser quem é.

Quem nasceu coleirinho do brejo não dá para canário belga, já dizia um sábio mineiro que teve longa andança por aqui. Mas Dilma, Lula e seus pares jamais escutaram. A arrogância e o poder os cegaram e tornaram surdos.

Conhecedor profundo da mídia brasileira, James Akel disse certa vez: se você tem um canhão potente que pode ser usado contra você o que faz? O destrói ou usa a seu favor? No caso, o PT achou que estaria "comprando" com verbas públicas para usá-lo a favor. Pensamento rasteiro.

A se lamentar alguns aspectos: O opositor de Dilma tem aversão a um modelo de mídia que fuja ao seu controle. Mandou prender jornalistas, demitir outros tantos e processar quem o molestava no campo político. A mídia alternativa, com ele, corre risco de morte. E é possível que, penalizados, Dilma e Lula mandem coroas de flores.

 

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