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Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

General anuncia golpe e governo ilegítimo silencia - vídeo

Da Redação

Há quem veja o pedido de explicações pró-forma do ministro da Defesa, Raul Jungmann, como um gesto de reativo ao anúncio de que as Forças Armadas poderiam entrar em cena e impor um golpe militar na fragilizada democracia brasileira. Mas é boa vontade demais com o governo ilegítimo. Em nota, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, informou que convocou o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, "para esclarecer os fatos relativos a pronunciamento de oficial general da Força e quanto às medidas cabíveis a serem tomadas". Bobagem. Em nota ele deveria mandar prender o general ou destituir todo o comando das Forças Armadas. Afinal, com a democracia não se brinca, certo? Errado. Com que autoridade faria isso se o ministro é ele próprio produto de um governo ilegítimo?

O boquirroto general falou sobre o golpe durante uma reunião da massonaria - aquela instituição que dizem ser coberta de mistérios, mas que sabe transformar reuniões de seu interesse em assunto nacional. Antônio Hamilton Mourão lá esteve no final da semana passada e, ao ser perguntado sobre a situação política do país e os sucessivos casos de corrupção, defendeu um golpe militar no Brasil por conta da crise política enfrentada pelas instituições.

O documento de Jungmann é fraco e hesitante. Ele salienta, por exemplo, que há "um clima de absoluta tranquilidade e observância aos princípios de disciplina e hierarquia constitutivos das Forças Armadas". Questionada, a Procuradoria Geral da Justiça Militar informou que analisou a fala de Mourão e não encontrou "nenhum ilícito penal previsto no Código Penal Militar". Tá dado o golpe, certo? Errado. Mas não há dúvida que as instituições não terão força para impedi-lo.

Para o advogado Almir Pereira da Silva, que atua na área de direito militar em São Paulo, "militar que apoiar, divulgar ou incitar o povo para participar de um golpe, afronta as leis constitucionais e infraconstitucionais, e fere de morte a hierarquia e disciplina militar, bases fundamentais do militarismo". Simples assim.

Veja aqui a fala do militar:




Histórico



O histórico do general é marcado por seu posicionamento favorável ao fim do regime democrático. Em outubro de 2015, ainda no Governo Dilma Rousseff (PT), Mourão foi exonerado do Comando Militar do Sul. A principal razão foi por ele dizer, também em uma palestra, que era necessário um "despertar para a luta patriótica". Criticou a gestão federal e reclamou dos seguidos escândalos de corrupção. Na época, a petista vivia uma intensa crise política que resultou menos de um ano depois em seu impeachment. Sua "punição" foi se tornar secretário de Economia e Finanças do Exército. É um dos responsáveis pelas contas da Força Militar. Desde que perdeu o comando da região Sul do país, contudo, Mourão se tornou uma espécie de ícone dos que defendem um golpe militar.

No período, pré-golpe, em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, era comum ver durante os protestos contra Dilma, o gigantesco boneco inflável do general Mourão. Com 12 metros de altura, vestido com uniforme militar, batendo continência e usando uma faixa presidencial no peito, o boneco foi criado por manifestantes favoráveis ao fim do regime democrático e costumava ficar ao lado de um caixão com figuras de Dilma e de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva.

A faixa presidencial que antes estampava apenas esse boneco, aparentemente, tornou-se um sonho para os apoiadores do general. Como ele vai se aposentar (ou entrar para a reserva no jargão militar) em março do ano que vem, já há sondagens para que se candidate à presidência da república. Oficialmente, ele ainda não se manifestou sobre suas pretensões políticas.

Uma das poucas entidades que se manifestou contrária à fala do general foi o Fórum Brasileiro de Segurança. Em nota oficial, essa ONG afirmou que as declarações do general causam "estranheza e preocupação" no mesmo momento em que as Forças Armadas suspendem suas atividades extras no Rio de Janeiro por conta da falta de recursos financeiros. "Esta declaração é muito grave e ganha conotação oficial na medida em que o general estava fardado e, por isso, representando formalmente o Comando da força terrestre".

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo no domingo, ele alegou que não estava "insuflando nada" ou "pregando intervenção militar". Também disse que falava em seu nome, não no do Exército.

 

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