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Cultura - Teatro

 

Quinta-feira, 06 de Abril de 2017

Eugênia: o que a amante de D. Pedro I teria a falar sobre o século XXI?

Fotografia de Thiago Sacramento

Gisela: revivendo no século XXI
Gisela: revivendo no século XXI

Dom Pedro I viveu 36 anos. Mas deixou um legado e tanto quando o assunto é amor. Não por outro motivo ganhou entre os brasileiros do século XIX a alcunha de "príncipe galante". Homem de muitas histórias e mulheres, ele hoje será revivido, por tabela e no teatro, através da releitura do papel de uma das suas amantes: Eugênia. A atriz Gisela de Castro dá início ao monólogo "Eugênia", dirigido por Sidnei Cruz. O espetáculo volta para sua sexta temporada, desta vez no Teatro Serrador, na Cinelândia, nas quintas-feiras de abril - dias 6, 13, 20 e 27 -, às 19h30, com ingressos a R$ 40 (inteira). E essa reestreia será em grande estilo, com a 70ª apresentação de "Eugênia".



A peça parte do texto de Miriam Halfim, que pesquisou a história da personagem-título e do contexto político e social da época. Tempo, aliás, retratado na recém-estreada novela das 18h da TV Globo, "Novo Mundo". Eugênia José de Menezes, filha do governador de Minas Gerais, teve um romance com Dom João VI, engravidou e foi expulsa da Corte, sendo exilada num convento. Conhecido por seu desleixo corporal e apetite voraz para devorar um frango assado inteiro, o Príncipe Regente de Portugal gravou seu nome na história ora como covarde e preguiçoso, ora como um generoso monarca.

Mas se o texto partiu de ampla pesquisa histórica, foi ganhando vida graças à afinação entre Gisela e Sidnei, que já haviam trabalhado juntos anteriormente. O resultado da sintonia entre atriz e diretor é um texto rico em humor e ironia, experimental e coletivo, com muito potencial performático, que diverte e faz pensar ao mesmo tempo. A história real vira, na peça, uma saga recheada de sedução, com espírito de aventura, cuja discussão perpassa tanto pelo trágico como pelo cômico.

"Quando recebi o convite para fazer Eugênia, pensei: qual a relevância de falar da amante do rei português no século XIX? Ao conhecer a história, vi o quão urgente era contá-la hoje, século XXI, em que mulheres - executivas, professoras, negras, feministas, prostitutas, cientistas, trans, latino-americanas, lésbicas, de burca, tanga ou hábito - ainda precisam clamar por direitos. Veio o roteiro, e o texto foi ganhando a embocadura da atriz, a costura do diretor, dos ensaios para a cena", conta Gisela.

O espetáculo recebeu várias indicações em premiações, como a de melhor atriz no voto popular do site Botequim Cultural de Teatro, melhor figurino no Shell e melhor cenário no Cesgranrio.

Gisela, Eugênia e as mulheres do século XXI

A personagem de Gisela, Eugênia, emerge do mundo dos mortos para contar sua versão dos fatos históricos, deixando vir à tona a hipocrisia da Corte, então estabelecida no Brasil, como vem sendo mostrado na novela "Novo Mundo". O monólogo vai, assim, revelando os meandros da nobreza, as farsas dos governantes e as artimanhas para abafar um escândalo real: do romance entre a jovem e o príncipe, nasce uma bastarda, que vive por vários anos no claustro de um convento distante.

A peça discute o papel da mulher na formação da identidade brasileira, levantando questões de gênero ao longo da história, mas lançando um olhar contemporâneo sobre a mulher do final do século XVIII e início do XIX. Quem foi Eugênia - bela, sedutora, amada, usada, grávida, confinada em um convento? O intuito é revelar o feminino oculto e velado dentro de uma sociedade machista. O que significava/significa ser esposa, amante, concubina, mãe, freira, escrava, prostituta, bastarda? O Brasil é uma nação de bastardos? A ideia é revelar ao público a história inédita dessa mulher - cujo enredo conta muito da história do Brasil, vista por de trás dos panos.

O tema em torno do papel da mulher na sociedade brasileira é atual. "Hoje, mesmo com testes de DNA, muitas mulheres engravidam e cuidam dos filhos sozinhas, seja por opção ou simplesmente porque o pai some, não assume responsabilidade alguma. A sociedade evoluiu em muitos aspectos, mas certas situações se repetem. Para evitar problemas com o governo e com a corte portuguesa, Eugênia foi exilada sem qualquer direito. Aliás, esse é um dos poucos documentos que existem: um alvará assinado pelo próprio D. João IV, em que ele condena a amante a um êxodo trágico, humilhada perante a sociedade. Nós convivemos com coisas assim todos os dias: mulheres apedrejadas, estupradas, ainda tendo que lutar por direitos, por autonomia, por sua sexualidade, em pleno século XXI!", reverbera Gisela.


SERVIÇO: Eugênia

Dias: 6, 13, 20 e 27 de abril (quintas-feiras), às 19h30
Local: Teatro Serrador
Endereço: Rua Senador Dantas, 13 - Cinelândia/Centro
Telefone:(21) 2220-5033
Ingressos: R$ 40 (inteira)
Capacidade: 276 lugares
Duração: 55 min
Classificação: 12 anos
Gênero: Comédia




Eugênia e suas quatro qualidades
Eugênia e suas quatro qualidades  


NdaR - Eugênia nasceu em Milão em 1812. Morreria em Lisboa aos 60 anos. Ela foi a segunda esposa de Dom Pedro "encomendada" após a morte de Maria Leopoldina. Mas o grau de exigência imposto pelo monarca tornava a tarefa das mais difíceis. Precisava a candidata preencher quatro pré-requisitos: ela deveria ser de bom nascimento, bela, virtuosa e culta. Eugênia foi aceita. E Gisela revela o porquê!


 

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