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Quarta-feira, 26 de Julho de 2017

Fora de Pauta: o dia em que o cardeal do Rio, dom Eugênio, entregou estudantes à ditadura - vídeo

Wilson Alves: a ditadura não permitiu que tudo fosse registrado
Wilson Alves: a ditadura não permitiu que tudo fosse registrado

Wilson Alves é testemunha ocular de um momento singular do período pós golpe militar de 1964. O assassinato do estudante Edson Luiz de Lima Souto*, 18 anos, no Restaurante Calabouço, na Faculdade de Direito. Estava ao lado do amigo inseparável, Nilo Barbosa Pinheiro Júnior, almoçando no bandejão quando os tiros foram disparados. A morte do estudante, que gerou comoção entre jovens, militantes e a sociedade até então alheia ao golpe, fez despertar nele o ímpeto de virar fotojornalista - atividade que exerce há meio século.



Wilson fotografou e sentiu na pele o que era o Brasil no período mais perverso da repressão que coincidia com o crime contra o estudante. Com uma máquina fotográfica amadora conseguida às pressas, correu para a Igreja da Candelária uma semana depois quando seria rezada a missa de 7º Dia. Os PMs e tropas da cavalaria do Exército que seguiram para o entorno da igreja desejavam impedir a realização da missa. Havia o entendimento que o ato religioso o ato religioso se tornaria em um manifestação política contra a ditadura.

O abrigo dos manifestantes, portanto, seria o salão da igreja. E o que ocorreu? Dom Eugênio Araújo Salles, então cardeal arcebispo do Rio, festejado por boa parcela da sociedade e órgãos de comunicação, mandou fechar as portas da Candelária bloqueando assim o acesso de qualquer pessoa que quisesse proteção. Com esta decisão deixou jornalistas, militantes, parentes de Edson Luiz e demais cidadãos, inclusive crianças, à sanha dos violentos representantes da ditadura.

Dom Eugênio (dir), ao lado de Ratzinger (que seria o papa transitório)
Dom Eugênio (dir), ao lado de Ratzinger (que seria o papa transitório)  
O jornalista Marcelo Migliaccio procurou a assessoria de Comunicação da Arquidiocese do Rio através de e-mail, mas não obteve resposta. A crítica implícita ao comportamento de dom Eugênio merecia algum tipo de esclarecimento. Assim, o silêncio iniciado em 2 de abril de 1968 segue ainda hoje.



Wilson Alves se destacou profissionalmente por ser um profissional inquieto e profundamente crítico do ambiente político do país e da postura editorial da própria imprensa. Fotojornalista completo, ganhou prêmios e se destacou na cobertura de casos de policiais, esportivos e, naturalmente, políticos.


O cenário carioca do carregador de compras da feira
O cenário carioca do carregador de compras da feira  
É dele uma fotografia feita no Palácio do Planalto, no início da década de 90, que mostra um momento de descontração entre a atriz Claudia Raia e o então presidente Collor. A imagem fez surgir a suspeita de que haveria um caso amoroso entre ambos - logo desmentido. É de Wilson também o balanço da cabeleira de Quinhones, o zagueiro equatoriano que atuou pelo Vasco nos anos 90.


Foi o ângulo...
Foi o ângulo...  

Flagrantes de prisão, registros de homicídios em comunidades pobres e até a invasão de uma base militar da Aeronáutica para registrar um avião carregado de armas, procedente da Líbia de Muammar Khadafi, no início da década de 80, são pílulas diante do seu vasto arsenal fotográfico.



Wilson Alves conversou com os jornalistas Fábio Lau e Marcelo Migliaccio na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como parte do projeto Fora de Pauta, produzido pelos jornalistas e pelas respectivas empresas Conexão Jornalismo e MCE Produções.





Edson Luiz - o estudante assinado
Edson Luiz - o estudante assinado   

* Edson Luiz de Lima Souto, 18 anos, era estudante secundarista, paraense e filho de uma lavadeira. Foi morto com um tiro certeiro no peito, disparado à queima-roupa por um tenente da PM, em 28/03/1968, durante manifestação no restaurante Calabouço. A bala varou seu coração e alojou-se na espinha, provocando morte imediata. Temendo que seu corpo desaparecesse (como era comum) caso fosse levado pela polícia para o IML, os colegas decidiram carregá-lo nos braços por várias ruas do centro do Rio de Janeiro para denunciar o assassinato. O gesto deu início a uma série de manifestações contra a Ditadura Militar.


Veja o vídeo com o depoimento de Wilson Alves:



Aqui outros vídeos do programa Fora de Pauta:

Rosane Serro - O crédito fdp
Marcelo Migliaccio e Fábio Lau - a Chacina de Vigário Geral
Olga de Mello - Jornalismo é cachaça e profissão madrasta
Carlos Nobre e a Chacina de Acari
Paula Máiran
Luarlindo Ernesto
Álvaro Costa e Silva
Hilka Telles
Domingos Meirelles
Nelson Carlos
Francisco Alexandre Alencar
Fernando Rabelo - Ayrton Senna não era este cara tão legal...





 

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Fora de Pauta: o dia em que o cardeal do Rio, dom Eugênio, entregou estudantes à ditadura - vídeo
 

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