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Sábado, 21 de Outubro de 2017

Crítica & Literatura: As revelações de senhoras discretas

As revelações de senhoras discretas



Por Olga de Mello*

Respeitadíssima pelos especialistas em literatura, George Elliot é talvez a menos badalada romancista inglesa do século XIX, sem a popularidade - fora da Inglaterra, pelo menos - de Jane Austen ou das irmãs Brontë. Por boa parte da vida manteve o estado civil de solteira, mas, ao contrário das suas precursoras, viveu abertamente casos amorosos, dividindo a casa com um homem casado legalmente com outra mulher. Charmosa, mas desprovida de beleza física, ela levou para suas histórias a superficialidade das relações sociais da época, um contraste permanente com o moralismo vitoriano, como se observa em 'Silas Marner, o tecelão de Raveloe" (José Olympio, R$ 44,90), que aborda o isolamento de um homem a quem se imputou um crime não cometido e sua reintegração à sociedade quando adota uma criança abandonada.

A ironia é permeia a narrativa de Elliot, pseudônimo de Mary Ann Evans, que descreve o meio da pequena burguesia rural com notável crueza. A falta de educação do dono das terras, a subserviência dos empregados e de todo o grupo que orbita em torno da grande propriedade conspiram contra a natureza bondosa de alguns personagens, cujos traumas pessoais reduzem a integração social, mas não eliminam a firmeza de caráter. Em meio aos dramas, subtramas paralelas se desenvolvem, contadas com um sarcasmo que, por vezes, esbarra na crueldade para apontar preconceitos que até hoje persistem.



A baixa popularidade de George Elliot é consequência da Austenmania que tomou o mundo cerca de vinte anos, desde a exibição de uma minissérie televisiva baseada em "Orgulho e Preconceito". Vieram filmes, reedições, uma enxurrada de livros ambientados na Inglaterra do início do século XIX e até continuações de suas histórias. Um dos mais interessantes produtos que embarcam na fama póstuma de Jane Austen é Rebecca Smith, uma sobrinha-neta de quinto grau da autora. Rebecca alerta, na introdução de "O clube de escrita de Jane Austen" (Bertrand Brasil, R$ 49,90 ), que, passados 200 anos, devem existir milhares de descendentes dos 33 sobrinhos da escritora, porém sem qualquer passaporte para a fama apesar do parentesco.


Veja o vídeo: o jornalismo e a vida madrasta - Olga de Mello


Inspirada pelas cartas de Jane aos sobrinhos aspirantes a literato, ela montou um guia de desenvolvimento de enredo, personagens, cenários e diálogos a partir de trechos da obra de sua mais célebre ascendente. Ao discutir diferentes aspectos da composição de texto, Rebecca Smith propõe exercícios ao leitor, que mergulha no universo de Jane Austen e passa a compreender a montagem literária por um ângulo que vai além da simples narrativa. Embora recomendado a estudiosos de literatura, o livro apresenta tantos aspectos diferentes da escritora, além de grandes trechos de suas histórias - o que abre a curiosidade para uma releitura caprichada de Jane Austen e sua contundente percepção da condição feminina e econômica das mulheres de dois séculos atrás.



Estrutura e inspiração da literatura da italiana Elena Ferrante estão em "Frantumaglia" (Intrínseca, R$ 49,90), linda palavra em dialeto napolitano que significa fragmento ou pequenos destroços que compõem a interioridade do eu. Em cartas aos editores e entrevistas por escrito - a escritora usa um pseudônimo e, apesar da investigação jornalística que a apontou como uma tradutora -, ela fala sobre sua forma de trabalhar e a escolha pelo anonimato como um direito do autor.

Ciosa de sua privacidade, Jane Austen também quis que seus livros tivessem como autor, nas capas, apenas a indicação "by a Lady", ou seja, escrito por uma senhora.










Leia também outras críticas de Olga de Mello:
Fórmulas de sucesso
A eternidade folhetinesca
Duas divas
Leituras para fechar o inverno




* Olga de Mello é jornalista, cronista e crítica literária.

 

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