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Entrevista - Personalidade

 

Segunda-feira, 08 de Junho de 2015

Radialista Luiz Ribeiro critica tratamento desigual para criminosos ricos e pobres - ouça entrevista

Da Redação

José Philippe e a certeza da impunidade. Enquanto isso, quem não tem advogado...
José Philippe e a certeza da impunidade. Enquanto isso, quem não tem advogado...
Comunicador da Rádio Tupi não se conforma com a ironia e a arrogância demonstradas pelo "playboy" José Philippe Ribeiro Castro, após ele ter ferido três convidados que participavam de uma festa em sua casa neste fim de semana. Sites e jornais do Rio noticiaram nesta segunda-feira que o "rapaz" (28 anos) de classe média alta teria dito, após o crime, que não iria à delegacia porque tinha advogados para isso. Uma jovem, atingida no fígado, está internada em estado grave. Antes desse novo episódio, Philippe já tinha oito passagens pela polícia, por vários delitos relacionados à violência.

Luiz Ribeiro não se conforma com o tratamento policial e judicial dedicado a quem tem dinheiro e com o descaso e o preconceito contra jovens pobres, em sua maioria negros, que muitas vezes não contam sequer com defensores públicos.

Na entrevista, o radialista critica especialmente políticos do Congresso, parte da mídia e também da população, que querem reduzir a maioridade penal sem refletir profundamente sobre a realidade complexa e injusta em que vivemos - ouça:


Segundo Luiz Ribeiro, é fundamental que qualquer infrator conte com uma defesa competente, consciente do contexto social e econômico em que vivemos. Principalmente se esse infrator é um jovem ou adolescente imaturo, sem maiores referências de vida. E mais ainda se ele vem de famílias pobres, desestruturadas, nas quais não pôde contar com uma formação adequada, seja dentro de casa, seja na escola:

- É muito injusto que uma pessoa desamparada desde a infância continue desamparada depois que pratica um ato criminoso por algum motivo. Nessa fase preliminar, nessa fase do inquérito da investigação criminal, os ricos têm grandes advogados. E aí o que ocorre é que a sociedade fica com a sensação de que cadeia é feita mesmo para pobre, para preto, para aqueles que não têm recursos. Aqueles que têm recursos conseguem responder em liberdade, o que só aumenta a sensação de impunidade.

Luiz Ribeiro vai mais longe. Afirma que em casos como o de José Philippe os magistrados deveriam levar em conta a origem que ele teve, seu berço, assim como as oportunidades privilegiadas que recebeu, antes de dar a sentença:

- O que a população exige é que as pessoas das classes mais altas, além da prisão no âmbito da Justiça, para servir de exemplo elas deveriam ser cobradas mais severamente, porque elas receberam investimentos da família e do estado. Muitas pessoas que cometeram crimes graves estudaram em universidades, muitas vezes universidades públicas, ou seja com dinheiro público. A punição deveria ser mais severa.

Leia também: O jovem rico que usa faca já foi oito vezes para a prisão

O comunicador lamenta que essa mesma população que anseia tanto por punição e justiça no país não tenha o discernimento necessário para analisar a fundo o projeto de redução da maioridade penal que tramita no Congresso.

Luiz Ribeiro é totalmente contra a redução dos 18 para os 16 anos. Ele diz que parlamentares igualmente desinformados, ou oportunistas, se valem do medo coletivo gerado pela violência cotidiana para tentar mudar a lei.

- Nós devíamos fazer audiências públicas, nós deveríamos trazer para o debate experiências internacionais e os avanços mundiais na área de direitos humanos. Não no sentido de colocar o menor infrator numa redoma de proteção, passar a mão na cabeça de quem cometeu crimes hediondos. Mas no sentido de discutir o mérito da questão, que passa primeiramente pela questão da desigualdade social e pelo fato do Brasil, de um modo geral, não investir em educação, o que realimenta a desigualdade.

Para nosso entrevistado, é "criminoso" que dois jovens com a mesma idade, mas em situação de extrema desigualdade social, saiam lado a lado quando se dá o "tiro de largada para a corrida da vida", e que lá na frente a cobrança seja idêntica para os dois.

Leia na íntegra a entrevista em que Luiz Ribeiro faz também duras críticas à grande parcela da mídia nacional:

 

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