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Quinta-feira, 12 de Setembro de 2019

Armínio Fraga diz que sem distribuição de renda não há crescimento

Entrevistado lacônico e visivelmente pessimista, embora dissesse o contrário
Entrevistado lacônico e visivelmente pessimista, embora dissesse o contrário


Em texto publicado no Facebook, o jornalista Alex Solnik reproduz com maestria e até uma boa dose de humor o que foi o encontro do símbolo maior do liberalismo econômico no governo Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga, e os entrevistadores da Globonews. Ele, que esteve no governo FHC, onde foi criada a CPMF, se disse contrário ao imposto sugerido por Paulo Guedes.

- Onde queres um liberal tens um comunista - talvez fosse esta a melhor definição do que foi o encontro.


Armínio dá a mão à palmatória: Lula tinha razão


Por Alex Solnik


Poucas vezes eu vi um entrevistado tão para baixo como Armínio Fraga ontem à noite. Seu desalento era tão palpável que contaminava o time de entrevistadores do programa Central Globo News e certamente os telespectadores. Embora se rotulasse como otimista.

Poucas vezes eu vi um entrevistado falar muito menos que seus entrevistadores. Eles - Merval Pereira, Valdo Cruz, Miriam Leitão, João Borges, Natuza Nery e Heraldo Pereira - faziam longas e implacáveis exposições acerca da situação política e econômica e ele apenas confirmava.

"Está pior do que antes"?
"Está".
"Está vendo melhora no horizonte"?
"Não".

Estava ali um ex-presidente do Banco Central e atual gestor de fundos milionários, de dentro e de fora do país. Um homem do mercado. Alguém que conhece os dois lados do balcão.

Seu quadro depressivo deve ter a ver com as cobranças dos clientes. Ele apostou em Bolsonaro; apostou as fortunas de seus clientes; e agora está vendo a fria em que meteu seus clientes e ajudou a meter o país. Me lembrou aquele quadro de Munck, O Grito. Desesperado. Mas seu desespero era um grito murcho, lacônico.

Ninguém perguntou em quem Armínio votou em 2018, mas não deve ter sido em Fernando Haddad, a julgar por suas opiniões pretéritas acerca do PT.

Se os entrevistadores não tivessem uma pergunta engatilhada atrás da outra o silêncio tomaria conta: para cada pergunta de dois minutos ele respondia em dez segundos.

"As declarações do presidente e de seus filhos prejudicam o ambiente de negócios"?
"Prejudicam".
"Quais? Sobre a Amazônia? Sobre a mulher dom Macron?
"Todas... aquela do dia sim, dia não..."

Citou preocupação no exterior com a Amazônia, com a incapacidade de o país crescer e com a "qualidade da democracia" brasileira, que também o preocupa. "Não há que vá ter um golpe" arriscou.

A surpresa da noite foi ele dizer que diminuir a desigualdade deveria ser a prioridade número um e que "a desigualdade impede o crescimento". Parecia Lula falando.

A surpresa foi tal que Miriam Leitão disparou: "O senhor é de esquerda"?
Ele admitiu ter adotado a tese depois de ler relatórios recentes com números do Brasil comparados aos de outros países e constatar que o nosso país é campeão na modalidade:

"Sem diminuir a desigualdade não há como crescer. E a desigualdade sequer está na pauta do governo".

Depois de duas horas de clima de velório o apresentador Heraldo Pereira encerrou com uma brincadeira para desanuviar o ambiente:

"E o senhor disse no começo que era um otimista"...
"Imagina se eu não fosse" respondeu Armínio.

 

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