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Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2021

Vacina russa, Sputnik será produzida também no Brasil

Vacina russa já está na Argentina e Bolívia
Vacina russa já está na Argentina e Bolívia

De acordo com a publicação, incialmente a produção será destinada para a exportação, para os países da América Latina que já aprovaram o uso do imunizante desenvolvido pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya com apoio do Fundo Russo de Investimentos Diretos (RFPI, na sigla em russo), como Argentina e Bolívia.


As doses serão produzidas no Distrito Federal na fábrica Bthek, pertencente à farmacêutica União Química, que é a parceira do RFPI para a produção da Sputnik V no Brasil, e depois será envasada e fracionada na cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.


No dia 29 de dezembro, a farmacêutica submeteu o pedido para a realização de testes clínicos da fase 3 no Brasil à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que ainda está analisando a solicitação.

"A agência pediu complementação de informações. Até o momento, não recebemos os dados necessários para continuar a análise", esclareceu a agência reguladora brasileira ao Correio Braziliense.

Vários países já concederam uma liberação temporária para garantir a antecipação da imunização. É o caso da Rússia, Argentina, Bolívia, Sérvia, Argélia e Bielorrússia, de acordo com a fabricante. Há expectativa de que nesta semana a vacina consiga os primeiros registros definitivos lá fora também.

A União Química, por sua vez, informou à publicação do Distrito Federal que já enviou o Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM) à Anvisa para iniciar a produção do imunizante, e acrescentou que submeterá as informações requisitadas pela agência reguladora para a realização dos testes clínicos ainda nesta semana. A empresa pretende iniciar os estudos da fase 3 assim que o pedido for aprovado.

Mais de 1,5 milhão de pessoas já foram vacinadas com a Sputnik V no mundo até este domingo (10), informou o RFPI em uma nota de imprensa enviada à Sputnik Brasil.

O imunizante já foi aprovado em Argélia, Bielorrússia, Sérvia, Argentina, Bolívia e o processo de aprovação da vacina na União Europeia (UE) já foi iniciado. A Sputnik V foi registrada pelo Ministério da Saúde da Rússia em 11 de agosto de 2020, tornando-se a primeira vacina registrada contra covid-19 no mundo. De acordo com o Centro Gamaleya, sua eficácia é superior a 91,4%.

 

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