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Política - Brasília

 

Quinta-feira, 09 de Março de 2017

As seis vidas que restam a Chico Alencar

Por Fábio Lau

Imagem ilustrativa: não houve beija mão, mas beija pés
Imagem ilustrativa: não houve beija mão, mas beija pés
Não há razão para matar. E se por ventura quisesse matá-lo politicamente, não morreria. Chico Alencar (PSOL/RJ) é uma reserva moral da política brasileira. Não à toa foi eleito, por cinco anos consecutivos, desde 2009, o melhor parlamentar do país pelo Congresso Em Foco. Mas tampouco há motivos para fingir que não aconteceu. Ao ir ao encontro da nata do golpismo do país no restaurante Piantella, em Brasília, participar da comemoração dos 50 anos de atividade profissional do jornalista conservador Ricardo Noblat, deu um tiro no pé. Não apenas por ter aceito ao convite, mas porque lá trocou formosuras com o senador Aécio Neves.

Alencar é político antigo forjado na luta das entidades de moradores do Rio. Conhece os bastidores da política de entidade e sabe o quanto cada gesto, ato, suspiro pode representar em exposição. Mais do que isso, é profundo conhecer de História - mestre que é no assunto. Daí a conhece meandros da velha política brasileira, desde a Colônia, que ajudou a fazer e desfazer homens, imagens e mitos.

Ao adentrar território inimigo talvez estivesse imbuído daquele espírito perverso que faz muita gente achar que, pela experiência acumulada, atingiu o cobiçado status da imunidade/impunidade - algo que Dercy Gonçalves fez bom uso, Chacrinha e agora Silvio Santos. Quem assim age, no mundo político, com frequência, é FHC. Mora onde quer, defende indefensáveis, seletivisa a aplicação da lei e ataca quem pode. Age como se o bumerangue político não existisse. E ele existe. Pergunta só para o Cunha!

O próprio Chico Alencar, durante o processo de golpe articulado via Justiça e parlamento, disse sobre o PT o que agora despejam na sua cara (ou Time Line, o que dá no mesmo): "quem se mistura com porcos farelo come".

Se beijou ou não a mão de Aécio durante o jantar, como disse o narrador delator, pouco importa. Beijou, na verdade, os pés do golpismo. E, entre pedir desculpas e reconhecer o erro e seguir adiante na sua estrada, que é límpida, preferiu o caminho tradicional do político vaidoso: atacou críticos.

Chico Alencar, por tudo o que fez e não fez, se torna melhor que tudo isso e todos eles. Deveria agir como manda o figurino dos homens de bem que o cercam - entre eles Frei Betto, Boff e outros mais: reconhecer o erro e seguir. O Brasil precisa de gente assim. Que erra, admite e segue.

Afinal, a torcida é sincera é para que as seis vidas que lhe restam levem muito, mas muito tempo para serem concluídas.

 

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