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Cultura - Novas Mídias

 

Terça-feira, 30 de Junho de 2020

Argentina Conexão Brasil: programa de rádio é voltado para brasileiros em Buenos Aires

Aprender a conviver e conhecer a outra cultura
Aprender a conviver e conhecer a outra cultura
Por Francis Ivanovich*

Argentina Conexão Brasil inicia uma série de entrevistas com brasileiros que estão na Argentina enfrentando a pandemia do COVID 19. O presidente Alberto Fernández, ao contrário do governo de Jair Bolsonaro, mesmo sob fortes críticas de setores poderosos do empresariado argentino, tem levado a sério o distanciamento social. O seu governo acaba de determinar mais uma rigorosa quarentena dos argentinos, principalmente na grande Buenos Aires, quando há um nítido crescimento do número de contaminações, internações e mortes. Até o fechamento desta matéria a Argentina registrava 1280 mortos, e o Brasil se aproxima da triste marca dos 60 mil. Letícia Navarro, formada em Comércio Exterior pela Universidade Mackenzie, São Paulo, há 11 anos mudou para Buenos Aires a fim de cursar pós-graduação em Comunicação Digital. Ao concluir o curso, resolveu residir definitivamente na Argentina. Na capital, ela criou um programa de rádio denominado Aires do Brasil, dedicado exclusivamente à comunidade brasileira e transmitido pela MimaMultimedios.



O que o enfrentamento da quarentena tem ensinado?

Leticia Navarro - No começo foi algo que me impactou muito estar fechada em casa com inúmeras limitações no meu ir e vir. Vi que a coisa era séria pelas medidas rígidas de controle tomadas pelo Governo local e de outros países. Soube de amigos que se contaminaram e alguns que sucumbiram ao vírus. E as notícias pelo mundo me assustaram um pouco também. Laboralmente tive que me adaptar, como todos, ao novo contexto e continuar mantendo minhas contas em dia. Foi um baque psicológico, social e profissional para mim. E creio que para muitos foi assim também. Alguns casos, lamentavelmente, muito mais dramáticos que o meu, onde houve não só a perda financeira e de acesso à moradia, como também de não garantir sua própria subsistência e a de suas famílias. Dentro de tudo, me considero privilegiada. Afinal, embora tenha sido afetada em vários aspectos, não me faltou casa e comida para seguir a vida.


"O brasileiro ama odiar o argentino,
e o argentino odeia amar o brasileiro".




Conte sua experiência como brasileira aí em Buenos Aires?

Leticia Navarro - No início foi uma exigência de adaptação constante e diária. Com o idioma, com a comida local, com os códigos sócio-culturais do país, especificamente de Buenos Aires onde escolhi viver. Mas me coloquei como uma pessoa que chega em um novo ambiente e tenta mais se adaptar ao cenário que estou inserida do que exigir que se adaptem ao meu universo já conhecido. Foi um período onde eu absorvia as aprendizagens na convivência com povo do país, mas sem deixar nunca de utilizar minha experiência de vida no Brasil. Era um somatório que equilibrava minha interação com as pessoas locais tanto no âmbito social, como no profissional.

Como você descreve os argentinos?

Leticia Navarro - Tem um ditado de um jornalista argentino, não me recordo o nome, que diz: "O brasileiro ama odiar o argentino, e o argentino odeia amar o brasileiro". É uma relação de irmãos que brigam para provarem quem é o melhor. Vejo o povo argentino como um povo passional, intenso, batalhadores por já haverem passado por tantos altos e baixos econômicos. Também são dramáticos tal qual uma letra de tango. E ainda que no início da convivência passem uma imagem distante e fria, depois de quebrado gelo e ganharem sua confiança, se tornam amigos verdadeiros, capazes de tirar a própria camisa para ajudar um amigo. Tenho uma amiga argentina que me trata como sua irmã do coração, e pude contar com muitos argentinos e argentinas que realmente se dispuseram a me ajudar. Óbvio que aqui, como em qualquer lugar do mundo, há gente sem princípios e que não se importam com nada e com ninguém. E encontrei pessoas assim aqui, claro! Argentinos e argentinas. No entanto, se tivesse que escolher novamente um país para viver, escolheria novamente a Argentina. Sou grata ao país e sua gente que tanto me ensinaram e tantas oportunidades me deram.

Qual sua expectativa para o pós-pandemia?

Leticia Navarro - É um pouco difuso para mim lidar com expectativas nesse momento. Não sei para onde estamos indo com tudo isso que está acontecendo mundialmente. Trato de não ter expectativas a longo prazo. Sou positiva quanto ao futuro, mas de forma racional. Não existe mais o mundo que conhecíamos. Há um novo mundo sendo gestado e definitivamente não sei do que será composto. Que nunca mais será igual ao que foi antes, é a minha única certeza.

Faça uma análise do governo de Fernández e Cristina?

Leticia Navarro - É um governo que foi pego justamente em um momento que jamais havia existido no mundo. Uma Pandemia que colapsou a economia mundial, rompeu com o status quo político em todo o mundo, e ainda abriu gretas sociais imensas antes não visualizadas pela sociedade. Creio que é também desafiador para esse governo atuar de uma forma que una o povo em um momento extremamente crítico mundialmente. Que supere também os reveses econômicos causados pela Pandemia, e garanta, em conjunto com a sociedade argentina, a retomada da economia de forma justa e sustentável para todos. Creio que esse é o desafio de todas as autoridades políticas no mundo inteiro. Independente de partidos ou bandeiras políticas. O que importa agora é garantir condições humanas dignas para todo e qualquer cidadão e cidadã atualmente no mundo todo.

"Uma certeza: nunca mais será igual
ao que foi antes"



Como você vê o atual governo do Brasil?

Leticia Navarro - Acompanho as notícias do meu país e o que vejo é um país dividido e fragilizado política e socialmente. Setores políticos e da sociedade civil distanciados por um abismo vindo de interesses e manobras que definitivamente, só aumentam a desigualdade e sofrimento do meu povo. A Pandemia só ampliou isso ao ver entidades políticas superfaturando aparelhos e compras que existem somente no papel que deveriam estar salvando a vida de pessoas. Não consigo imaginar alguém dormindo com a consciência em paz ao saber que foi culpado da morte de um cidadão ou cidadã por ter feito uma manobra desse tipo. Inconcebível alguém perder a vida, quando deveria estar sendo amparado, protegido e cuidado dignamente por aqueles que são pagos e eleitos para isso!

E os projetos profissionais e pessoais?

Leticia Navarro - Tenho um programa de rádio aqui na Argentina. O primeiro dirigido especialmente à Comunidade Brasileira no país que eu idealizei e pus em prática ano passado. Tive que deixá-lo um pouco standby logo após o início da Pandemia, principalmente para redefinir todo o programa e poder retomar com uma nova face adaptada aos novos tempos. Elon Musk diz que "é melhor fazer algo bom e tarde, que ruim e cedo". Não quis seguir o programa logo de imediato quando começou a Pandemia. Lançar mão de lives, jogar para todo o lado todas as fichas. Preferi observar o que acontecia ao meu redor e no mundo. Captar a necessidade das pessoas no contexto da Comunicação exigida atualmente. Depois de reavaliar estrategicamente e perceber o que estava acontecendo e qual seria a melhor forma de retomar o programa, finalmente decidi que será posto ao ar antes do final desse semestre. Esse é o meu projeto a curto prazo nesse momento. O meu programa virá totalmente renovado e atualizado aos novos tempos para a Comunidade Brasileira aqui na Argentina. E não esquecerei de todos os que estiveram comigo desde o início. Desde locutor, técnicos, ouvintes e seguidores em redes sociais, até a rádio que sempre transmitiu o programa, MimaMultimedios, propriedade da jornalista argentina Lorena Alcaraz, quem me deu a oportunidade de ter esse programa. Chama-se "Aires do Brasil".



*Francis Ivanovich é jornalista, roteirista e diretor de teatro e cinema.

 

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