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Terça-feira, 04 de Setembro de 2018

Museu Nacional: meninos, eu vi!

Um dia no Museu ou: Meninos eu vi
Um dia no Museu ou: Meninos eu vi
Por Fábio Lau*

Fiquei na dúvida se deveria ou não relatar esta história aqui entre os internautas de Conexão Jornalismo. Motivo: não quero expor pessoas que talvez tenham melindres em falar no assunto por temerem que a história atrapalhe trabalhos futuros. Então hesitei, pensei e decidi falar em meu próprio nome. Sem mencionar terceiros. Se alguém, mais à frente, desejar falar que o faça. Eis meu depoimento sobre passagem recente no Museu Nacional.


Ano passado fui convidado a integrar um grupo de trabalho disposto preparar a Semana de Comemoração do Bicentenário do Museu. A iniciativa partiu de representantes do grupo diante de data tão importante e que passaria em branco por absoluta falta de interesse do atual governo em promover ação neste campo - o da cultura.

Fizemos trabalhos de campo, analisamos equipamentos que poderiam ser introduzidos e que gerassem interatividade entre visitantes, especialmente crianças. Orçamos com empresas e delineamos. A coisa ia bem até que uma "decisão superior" avisou que não haveria verba para o evento - dois séculos, portanto, foram considerados por eles algo aparentemente insignificante.

Mas havia ainda uma esperança na realização do evento histórico: em caso de patrocínio privado todo o projeto deveria ser submetido aos mesmos que se negaram a financiar a comemoração. Isso revela, sutilmente, que a ideia seria transformar em ato político caso finalmente fosse viabilizado. Mas durou pouco:por fim decidiram que haveria apenas uma "homenagem" ao presidente ilegítimo, um coquetel se muito, e nada mais.

Ao assistirmos na TV ao incêndio entendemos, parte do grupo que estava envolvida em um evento importante que não ocorreu, o motivo pelo qual não era "prudente" chamar a atenção para os 200 anos do Museu Nacional. Estariam expostas suas mazelas, ruínas, abandono. Coisas que nós percebemos ao visitarmos algumas vezes o Museu.

E lá nos deparamos com algo especial: funcionários apaixonados pelo lugar, algo só comparável a funcionários da Fiocruz e Petrobras, acreditaram que uma eventual comemoração de 200 anos revitalizaria o lugar e atrairia novos investimentos.

Naquele inverno de 2017 o Museu Nacional estava às moscas com salas fechadas e parte do acervo abandonado e acumulado em espaço distante da visitação. Tudo tão rico e inacessível.

Pude ver. Ninguém me contou.

O fogo clareou e explica muita coisa.

* Fábio Lau é jornalista, editor de Conexão Jornalismo, roteirista e gostaria de ter trabalhado nos 200 anos do Museu Nacional.

 

Veja também:

>> Alternativas à globalização: Ibase traz para o Brasil livro de Paul Raskin

>> Temer, Crivella e o show de asneiras no rastro da destruição

>> A tragédia do Museu Nacional nos 200 anos foi obra do descaso

>> Museu: "Na guerra não há tempo para chorar!"

>> Por que a crise argentina, onde há saques a supermercados, não é notícia no Brasil?

 
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