Artrose cervical: o que é, sintomas e tratamento

Artrose cervical é o desgaste das articulações do pescoço, causando dor, rigidez e limitação de movimento. O tratamento inclui fisioterapia, medicamentos e, em alguns casos, cirurgia.

Artrose cervical: o que é

A artrose cervical é uma condição degenerativa que afeta as articulações e os discos na região do pescoço. Este problema ocorre quando o desgaste natural e o envelhecimento conduzem à deterioração do tecido cartilaginoso que proporciona a amortização e suporte entre as vértebras cervicais. A artrose cervical é comumente identificada em indivíduos de meia-idade e idosos, embora certos fatores possam precipitar o seu aparecimento em indivíduos mais jovens.

A condição se manifesta quando o desgaste dos discos intervertebrais leva a um aumento do atrito entre as vértebras, o que pode resultar na formação de osteófitos, ou seja, pequenas esporas ósseas. Estes proeminentes crescimentos ósseos podem limitar o movimento e causar uma variedade de sintomas, incluindo dor e rigidez na região do pescoço.

A compreensão dos fatores que contribuem para o desenvolvimento da artrose cervical é crucial para o manejo da doença. Fatores como a genética, o histórico de lesões no pescoço, ocupações ou atividades que colocam estresse constante nessa região, e certas condições de saúde, como o sobrepeso e obesidade, foram identificados como potenciais riscos que aceleram a deterioração cervical.

Sintomas da artrose cervical

Os sintomas da artrose cervical podem variar significativamente de uma pessoa para outra. Em alguns casos, indivíduos podem não apresentar sintomas visíveis, enquanto outros podem experienciar sintomas severos que afetam sua qualidade de vida. Os sintomas primários incluem dor e rigidez na região cervical, que podem irradiar para os ombros, braços, mãos e peito, dependendo da gravidade da degeneração e da localização dos osteófitos.

Um sintoma comum é a perda de flexibilidade no pescoço, que se traduz em uma dificuldade na realização de movimentos rotineiros, como virar a cabeça. Algumas pessoas também podem experimentar uma sensação de estalido ou trituração ao movimentar o pescoço devido à fricção entre as vértebras afetadas.

A compressão dos nervos causada pelos osteófitos ou pela diminuição do espaço intervertebral pode resultar em dormência, formigamento ou fraqueza nos braços, mãos e dedos. Em casos mais graves, essa compressão nervosa pode até mesmo afetar o equilíbrio e a coordenação, levando a dificuldades na caminhada e na execução de tarefas motoras finas.

Como é feito o tratamento

O tratamento da artrose cervical visa aliviar a dor, melhorar a função e a qualidade de vida, e retardar a progressão da doença. A abordagem terapêutica depende da gravidade dos sintomas e da extensão da degeneração.

Para manejo inicial dos sintomas leves a moderados, o tratamento conservador inclui o uso de medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) para reduzir a dor e a inflamação. A fisioterapia é outra componente crítica do tratamento, focando em exercícios de fortalecimento e alongamento para melhorar a flexibilidade e a mobilidade do pescoço. Adicionalmente, técnicas de modificação do estilo de vida, como a prática regular de atividade física e a manutenção de um peso saudável, são incentivadas para aliviar a pressão sobre as articulações cervicais.

Em casos em que a dor e a incapacidade são significativas e não respondem ao tratamento conservador, opções mais invasivas podem ser consideradas. Injeções de corticosteroides na região cervical podem proporcionar alívio temporário. Em circunstâncias mais extremas, a cirurgia pode ser necessária para remover os osteófitos, aliviar a compressão dos nervos ou estabilizar as vértebras. A escolha do procedimento cirúrgico depende de vários fatores, incluindo a saúde geral do paciente, a localização e gravidade da degeneração, e as expectativas quanto aos resultados da cirurgia.

A artrose cervical é uma condição progressiva, mas com uma abordagem de tratamento apropriada, os sintomas podem ser gerenciados de forma eficaz, melhorando significativamente a qualidade de vida do indivíduo afetado. A colaboração entre o paciente, o médico, e outros profissionais de saúde é fundamental para elaborar um plano de tratamento personalizado que atenda às necessidades específicas de cada paciente.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, sempre consulte um médico.

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