Entenda o motivo que levou a tradicional varejista Marisa a fechar 90 lojas em quatro meses

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Entenda o motivo que levou a tradicional varejista Marisa a fechar 90 lojas em quatro meses.

Após completar dez anos, veja quais as estratégias do Nubank para conseguir elevar a receita com seus clientes e outros destaques do mercado nesta sexta-feira (19).

**POR QUE MARISA ESTÁ FECHANDO LOJAS?**

A tradicional varejista de moda Marisa prevê fechar 91 unidades de março a junho deste ano, a um custo de R$ 62 milhões, disse o CEO da rede, João Pinheiro Nogueira Batista.

O que explica: a decisão é uma tentativa de a varejista cortar custos ao fechar lojas “deficitárias por definição”, no termo utilizado pela própria empresa.

A companhia avalia que suas medidas irão gerar um aumento de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de quase R$ 70 milhões por ano.

Relembre: a Marisa é uma das empresas que viram suas ações despencaram no primeiro trimestre após a contratação de uma assessoria financeira para reestruturar suas dívidas.

Na época, o passivo somava quase R$ 600 milhões, com R$ 200 milhões vencendo neste ano.

Agora, a rede afirma que o processo de renegociação de dívidas já teve sucesso com aproximadamente 90% dos fornecedores e 65% dos proprietários de imóveis.

Os papéis da Marisa acumulam queda de 46% neste ano.

No começo deste mês, a empresa foi acionada na Justiça por dois fornecedores que pediram a falência da empresa por dívidas que somam mais de R$ 709 mil.

A companhia disse na época que os valores são insignificantes perto do que já foi negociado e que esses processos também estavam em processo de negociação.

**AOS 10, NUBANK MIRA ENDINHEIRADOS**

Durante os dez anos desde sua fundação, o Nubank ajudou a virar de cabeça para baixo o setor financeiro nacional, se tornou a maior fintech do país e chegou a superar em valor de mercado muitos bancões quando abriu seu capital na Bolsa de Nova York.

Agora, o roxinho quer se tornar o principal banco dos seus clientes e aumentou o foco em um novo público, o de alta renda.

O que explica: após ter alcançado 79 milhões de clientes, a fintech agora tem como prioridade elevar a receita que tem com cada um deles.

Hoje, ela está na casa de US$ 8,5 (R$ 42,19), na média, mas o banco afirma que em “safras mais maduras”, o valor sobe para US$ 22 (R$ 109,21).

No caso dos grandes bancos incumbentes, essa receita está mais próxima de US$ 40 (R$ 198,56).

É para diminuir essa diferença que o Nubank vai priorizar duas frentes:

↳ Alta renda: esse tipo de cliente costuma gerar mais receita ao banco com a utilização de serviços, como o uso do próprio cartão de crédito, mas também com plataforma de investimentos, seguros etc.

Uma das formas de atraí-lo foi lançada ainda em 2021, com o cartão ultravioleta.

Ele é isento para quem gasta a partir de R$ 5 mil ou tem R$ 50 mil investidos no banco e oferece benefícios como cashback de 1% e salas VIP em aeroportos.

↳ Banco preferido: David Vélez, fundador e CEO do Nubank, diz que 46% dos brasileiros adultos são clientes do banco digital, mas, desses, só 57% usam o roxinho como conta principal.

O executivo diz que vê espaço para quintuplicar essa base de clientes.

O Nubank considera que um cliente usa o banco como principal quando ele transfere mais de 50% de sua renda mensal líquida.

Autor(es): / FOLHAPRESS

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