Transtorno depressivo maior: o que é, sintomas e tratamento

O Transtorno Depressivo Maior é uma condição psicológica marcada por tristeza persistente, perda de interesse e falta de energia. Seu tratamento inclui terapia e medicamentos.

**Transtorno Depressivo Maior: O que é, Sintomas e Tratamento**

O transtorno depressivo maior, amplamente conhecido apenas como depressão, não se limita a um período de tristeza ou desânimo. É uma condição médica séria que afeta a maneira como uma pessoa sente, pensa e lida com as atividades diárias. Para melhor compreensão, este artigo é dividido em seções que detalham os sintomas, as possíveis causas, como o diagnóstico é confirmado e as opções de tratamento disponíveis.

Principais sintomas

Os sintomas do transtorno depressivo maior podem variar drasticamente de pessoa para pessoa, mas geralmente incluem um sentimento persistente de tristeza ou uma falta de interesse em atividades anteriormente prazerosas. Distúrbios do sono, seja dormir demais ou não conseguir dormir, alterações no apetite ou peso, falta de energia, e uma dificuldade em se concentrar são comuns. Alguns indivíduos podem experienciar sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, e em casos graves, pensamentos de morte ou suicídio podem emergir. Para ser diagnosticado com transtorno depressivo maior, esses sintomas precisam estar presentes na maior parte do dia, quase todos os dias, por pelo menos duas semanas.

Possíveis causas

As causas do transtorno depressivo maior são muitas e multifatoriais, envolvendo uma combinação de genética, biologia cerebral, experiências de vida e doenças físicas. A predisposição genética joga um papel significativo, embora ter um familiar com depressão não garanta que alguém desenvolverá a condição. Alterações nos neurotransmissores cerebrais, particularmente serotonina, dopamina e norepinefrina, estão frequentemente associadas à depressão. Além disso, eventos de vida traumáticos como a perda de um ente querido, um divórcio, ou estresse crônico podem desencadear o transtorno depressivo maior. Condições médicas, incluindo doenças crônicas, também podem aumentar o risco de desenvolver depressão.

Como confirmar o diagnóstico

O diagnóstico do transtorno depressivo maior é clínico, baseando-se principalmente em entrevistas detalhadas e avaliações conduzidas por profissionais de saúde mental. Não existe um exame físico ou laboratorial específico capaz de diagnosticar a depressão; no entanto, testes podem ser solicitados para excluir outras condições que podem causar sintomas semelhantes, como disfunções da tireoide. Um psiquiatra ou psicólogo pode utilizar questionários ou escalas de avaliação para ajudar a determinar a presença e a gravidade dos sintomas de depressão, seguindo os critérios estabelecidos no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).

Como é feito tratamento

O tratamento do transtorno depressivo maior é personalizado, dependendo da gravidade dos sintomas, das circunstâncias pessoais do paciente e da resposta a tratamentos anteriores. Geralmente, é abordado através de uma combinação de medicação, terapia psicoterapêutica e mudanças no estilo de vida. Medicamentos antidepressivos, como inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs), podem ajudar a corrigir desequilíbrios químicos no cérebro. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é uma das formas mais eficazes de psicoterapia para tratar a depressão, ajudando os pacientes a identificar e modificar padrões de pensamento negativos. Além disso, a prática regular de atividades físicas, uma dieta equilibrada e uma boa rotina de sono podem complementar o tratamento e ajudar na recuperação.

**Perguntas Frequentes**

Uma questão comum é se o transtorno depressivo maior pode ser prevenido. Enquanto não há uma garantia de prevenção, a manutenção de um estilo de vida saudável e a busca por tratamento precoce ao notar os primeiros sintomas podem ser eficazes na redução do risco.

Outra dúvida frequente diz respeito à diferença entre tristeza e depressão. A tristeza é uma emoção humana normal que geralmente tem um gatilho identificável e é passageira, enquanto a depressão é uma condição médica caracterizada por uma tristeza persistente, entre outros sintomas, que interfere na capacidade da pessoa de funcionar.

Pacientes e familiares também questionam sobre o tempo de tratamento. Depende de vários fatores, incluindo a resposta do indivíduo ao tratamento e a gravidade dos sintomas. Algumas pessoas podem notar melhorias em algumas semanas, enquanto outras podem precisar de meses ou até mais tempo para se recuperar completamente.

Finalmente, muitos se perguntam sobre a possibilidade de recaída após a recuperação. Recaídas podem acontecer, especialmente se o tratamento for interrompido prematuramente ou se eventos de vida estressantes ocorrerem. Por isso, é crucial continuar com o acompanhamento médico e as estratégias de coping mesmo após a melhora dos sintomas.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, sempre consulte um médico.

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