Síndrome de Rokitansky: o que é, sintomas, tipos e tratamento

A Síndrome de Rokitansky é uma condição congênita caracterizada pela ausência da vagina e do útero, levando à infertilidade. Os sintomas incluem amenorreia primária. Há diferentes tipos, baseando-se na extensão da malformação, e o tratamento pode envolver cirurgia reconstructiva e aconselhamento psicológico para apoiar a saúde emocional da paciente.

Síndrome de Rokitansky: o que é

A Síndrome de Rokitansky, cientificamente conhecida como Síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser (MRKH), refere-se a uma condição rara que afeta indivíduos do sexo feminino, caracterizada pela ausência parcial ou total da vagina, do útero, ou de ambos. Geralmente, essa síndrome é detectada durante a adolescência, quando a menina não menstrua na época esperada (amenorreia primária), apesar de apresentar desenvolvimento normal das características sexuais secundárias, como o crescimento dos seios e pelos pubianos. Esta condição pode impactar significativamente a autoestima, a identidade sexual e a saúde reprodutiva da pessoa afetada.

Principais sintomas

Os sintomas da Síndrome de Rokitansky não são evidentes até a puberdade. O sinal mais proeminente é a amenorreia primária, ou seja, a falta do início da menstruação. Outros sintomas podem incluir dificuldades durante a relação sexual, devido à profundidade reduzida ou à ausência da vagina. Embora os ovários geralmente funcionem normalmente, produzindo óvulos e hormônios sexuais femininos, as mulheres com esta síndrome podem experimentar infertilidade, devido à ausência ou anomalia do útero. É importante notar que os sintomas podem variar consideravelmente entre as afetadas, dependendo da extensão das malformações reprodutivas.

Principais tipos

A Síndrome de Rokitansky pode ser dividida em dois tipos principais: Tipo I e Tipo II. No Tipo I, a condição se limita ao trato reprodutivo. A pessoa afetada possui ovários funcionais, mas o útero e a parte superior da vagina estão ausentes ou subdesenvolvidos. Este é o tipo mais comum. No Tipo II, além das malformações do trato reprodutivo, existem anomalias adicionais que podem afetar os rins, a coluna vertebral e, menos frequentemente, o sistema auditivo e cardíaco. A compreensão desses tipos é crucial para o diagnóstico adequado e a elaboração de um plano de tratamento eficaz.

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da Síndrome de Rokitansky usualmente ocorre durante a adolescência, devido à amenorreia primária. Um exame físico inicial pode revelar a ausência ou subdesenvolvimento da vagina. Para confirmar o diagnóstico, são realizados exames de imagem, como a ultrassonografia pélvica, a ressonância magnética (RM) ou, em alguns casos, a laparoscopia. Estes exames ajudam a avaliar a estrutura do trato reprodutivo e identificar possíveis malformações ou ausências. Além disso, exames renais podem ser efetuados, uma vez que algumas mulheres com esta síndrome apresentam anomalias nos rins.

Como é o tratamento

O tratamento da Síndrome de Rokitansky é, em grande parte, cirúrgico e psicológico, focando na criação ou no alargamento da vagina para permitir relações sexuais sem dor. Existem várias técnicas cirúrgicas, como a neovaginoplastia, que envolve a formação de uma nova vagina utilizando tecidos do próprio corpo ou materiais sintéticos. Além da cirurgia, o suporte psicológico é fundamental para ajudar a paciente a lidar com os aspectos emocionais e psicossociais da síndrome. A terapia hormonal pode ser recomendada para estimular o desenvolvimento das características sexuais secundárias, se necessário. Embora a síndrome possa afetar a fertilidade, métodos de reprodução assistida, como a gestação de substituição, podem ser uma opção para algumas mulheres que desejam ter filhos.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, sempre consulte um médico.

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