Estrabismo infantil: sintomas, causas e tratamento

O estrabismo infantil se manifesta por um desalinhamento dos olhos. Causado por fatores genéticos ou neurológicos, requer tratamento com óculos, tampão ou cirurgia.

Dada a complexidade e especificidade do pedido, vamos estruturar um artigo detalhado sobre o estrabismo infantil, focando nos sintomas, nas causas principais e nas opções de tratamento disponíveis atualmente. Este tema é crucial para o conhecimento de pais, cuidadores e educadores, tendo em vista seu impacto significativo na saúde ocular e desenvolvimento das crianças.

Sintomas de estrabismo infantil

O estrabismo infantil manifesta-se quando há um desalinhamento dos olhos, ou seja, quando um ou ambos os olhos não se direcionam simultaneamente ao mesmo ponto. Este problema pode ser evidente de forma contínua ou apenas em momentos de cansaço ou doença. Identificar os sintomas precocemente é vital para o sucesso do tratamento. Os sinais mais comuns incluem:

1. Desalinhamento visível dos olhos: um dos olhos pode apontar para dentro, para fora, para cima ou para baixo, enquanto o outro olha diretamente para frente.
2. Movimentos oculares não coordenados: os olhos podem não se mover juntos de forma harmoniosa.
3. Esfregar os olhos com frequência: este comportamento pode indicar desconforto visual.
4. Queixas de visão dupla: crianças mais velhas podem relatar ver imagens sobrepostas ou duplicadas.
5. Inclinação ou virada da cabeça para usar um dos olhos: a criança pode adotar esta postura para compensar o desalinhamento.
6. Dificuldades em julgar distâncias ou problemas de coordenação motora: pode ser um sinal de que a visão binocular está comprometida.
7. Fechamento frequente de um olho, especialmente em ambientes bem iluminados.

Observar esses sintomas e buscar avaliação profissional é fundamental para um diagnóstico correto e oportuno.

Principais causas

As causas do estrabismo infantil podem ser variadas e, em muitos casos, uma combinação de fatores está em jogo. Inicialmente, é importante ressaltar que o estrabismo pode ser classificado quanto ao tempo de início – congênito ou adquirido – e, independentemente da classificação, as causas subjacentes podem incluir:

1. Genética: antecedentes familiares de estrabismo são um fator de risco significativo.
2. Problemas musculares: disfunções nos músculos que movem os olhos podem levar ao desalinhamento.
3. Problemas de refração: hipermetropia acentuada, por exemplo, pode provocar o chamado estrabismo acomodativo.
4. Condições neurológicas: problemas no sistema nervoso que afetam os músculos oculares.
5. Doenças congênitas: algumas condições de saúde presentes desde o nascimento, como síndrome de Down ou paralisia cerebral, aumentam o risco.
6. Lesões oculares ou traumas: ferimentos diretos nos olhos ou na cabeça podem provocar estrabismo.

Compreender a causa é crucial para definir a abordagem terapêutica mais adequada para cada caso.

Tratamento para estrabismo infantil

O tratamento do estrabismo infantil visa restaurar o alinhamento ocular, promover a visão binocular e prevenir o desenvolvimento de ambliopia (olho preguiçoso). A escolha do tratamento depende de vários fatores, incluindo a causa subjacente do estrabismo, a idade da criança e a gravidade do desalinhamento. As opções incluem:

1. **Óculos corretivos**: Principalmente para casos de estrabismo acomodativo, óculos com ou sem prismas podem ser prescritos para corrigir problemas refrativos subjacentes.
2. **Terapia de visão**: Exercícios guiados por um terapeuta de visão para melhorar a coordenação e a funcionalidade dos olhos.
3. **Uso de tampão**: Cobrir o olho dominante para estimular o uso do olho afetado pode ajudar no tratamento da ambliopia associada.
4. **Injeções de toxina botulínica**: Em casos selecionados, pode-se usar a toxina botulínica para enfraquecer os músculos oculares sobre-ativos e promover um realinhamento.
5. **Cirurgia**: Quando outras abordagens não são eficazes ou adequadas, a intervenção cirúrgica pode ser necessária para ajustar os músculos oculares e corrigir o alinhamento dos olhos.

O acompanhamento contínuo com um oftalmologista pediátrico e, quando necessário, sessões com um ortoptista (especialista em terapia da visão) são partes integrantes do plano de tratamento. Cada caso é único, e a abordagem multidisciplinar é essencial para maximizar os resultados positivos para a criança.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, sempre consulte um médico.

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