Cianobactérias: o que são, sintomas e o que fazer

Cianobactérias são micro-organismos aquáticos que, ao se proliferarem excessivamente, liberam toxinas nocivas. Podem causar irritações, náusea e dor de cabeça. Evite águas suspeitas e filtre bem a água de consumo.

# Cianobactérias: o que são, sintomas e o que fazer

As cianobactérias, conhecidas comumente como algas azuis-verdes, apresentam uma importância ecológica inquestionável, atuando como componentes vitais nos ecossistemas aquáticos. No entanto, sob condições propícias, esses micro-organismos podem proliferar excessivamente, levando à formação de florações que podem ter efeitos nocivos tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana e animal.

O que podem causar

A proliferação descontrolada das cianobactérias, frequentemente referida como floração, pode resultar em uma série de implicações adversas. Primeiramente, essas florações podem diminuir significativamente a qualidade da água, produzindo toxinas nocivas conhecidas como cianotoxinas. A liberação destas toxinas no ambiente aquático pode causar a mortandade de peixes, diminuindo a biodiversidade e afetando negativamente as cadeias alimentares locais. Além disso, essas toxinas podem comprometer o uso da água para consumo humano, recreação, agricultura e pecuária, representando uma ameaça à saúde pública e econômica. É importante ressaltar que a eutrofização, processo caracterizado pelo enriquecimento da água com nutrientes, principalmente nitrogênio e fósforo, provenientes de fontes de poluição agrícola e urbana, contribui significativamente para a ocorrência dessas florações.

Principais sintomas

A exposição humana às cianotoxinas, seja por ingestão de água contaminada, inalação de aerossóis ou contato direto com a pele, pode levar a uma gama de sintomas, que variam de leves a graves. Os sintomas mais comuns incluem irritações na pele, olhos, nariz e garganta, especialmente após atividades recreativas em corpos d’água afetados. Problemas gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia e dores abdominais, também são frequentes. Em casos mais severos, as toxinas podem afetar o fígado e o sistema nervoso, causando sintomas como dor de cabeça, febre, fraqueza muscular, e até mesmo convulsões. Estes efeitos adversos são uma preocupação particular para populações vulneráveis, incluindo crianças pequenas, idosos, pessoas com condições de saúde preexistentes, e aqueles que praticam atividades aquáticas prolongadas em áreas contaminadas.

O que fazer

Frente ao risco representado pelas cianobactérias, é fundamental tomar medidas preventivas e reativas adequadas. Para prevenir a exposição, recomenda-se evitar o contato com águas que apresentem suspeita ou confirmação de floração de cianobactérias. Essas águas frequentemente adquirem uma aparência turva, verdes ou com manchas azul-esverdeadas e podem ter odor desagradável. Autoridades locais e regionais devem monitorar regularmente a qualidade da água, especialmente em regiões propensas a florações, e divulgar alertas quando necessário. No caso de exposição, é aconselhável lavar a área afetada com água limpa e procurar assistência médica, principalmente se os sintomas se desenvolverem. Em termos de prevenção a longo prazo, é crucial abordar as causas fundamentais das florações, como a eutrofização. Isso envolve a implementação de práticas de gestão sustentável da terra e da água, reduzindo a entrada de nutrientes nos corpos d’água através de um melhor gerenciamento da agricultura, tratamento de esgoto e práticas industriais. A conscientização e educação da comunidade sobre as potenciais ameaças das florações de cianobactérias e a importância de proteger nossos recursos hídricos são também passos essenciais para prevenir impactos adversos no futuro.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, sempre consulte um médico.

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