O bebê pode dormir com os pais?

A prática de bebês dormirem com os pais é comum, mas requer cuidados específicos para garantir a segurança e o bem-estar do pequeno durante a noite.

Riscos do bebê dormir na cama dos pais

A prática de compartilhar a cama com bebês é um tópico sensível e muito discutido entre especialistas e pais ao redor do mundo. Essa decisão, muitas vezes impulsionada pelo desejo de estreitar laços afetivos e facilitar o cuidado noturno, não está livre de preocupações em termos de segurança. Entre os principais riscos associados a essa prática, destaca-se o aumento do risco de síndrome da morte súbita infantil (SMSI). Estudos apontam que dormir na mesma cama pode aumentar a probabilidade de um bebê ser acidentalmente sufocado ou fisicamente restringido durante o sono, seja pelo contato com travesseiros, cobertas ou pela proximidade física dos pais.

Além disso, a temperatura elevada, resultante da proximidade dos corpos e do uso de cobertas, pode criar um ambiente propício ao superaquecimento do bebê, outro fator de risco conhecido para a SMSI. O risco se eleva ainda mais em lares onde os pais são fumantes, consomem álcool, estão excessivamente cansados ou utilizam medicamentos que afetam a percepção e reação, podendo não acordar em resposta aos sinais de desconforto ou necessidade do bebê.

Outro ponto considerável é o risco de acidentes físicos. Um adulto ou irmão mais velho pode, sem perceber, rolar sobre o bebê durante o sono. A cama dos pais, geralmente mais macia e espaçosa, também pode apresentar riscos de quedas para o bebê, especialmente quando ele começa a se movimentar mais e pode rolar para fora da cama.

Por fim, há um impacto sobre o desenvolvimento da independência e habilidades de auto-soothing (autoconforto) do bebê. Dormir separado dos pais pode ajudar o bebê a aprender a adormecer e a voltar a dormir sozinho após acordar durante a noite, promovendo hábitos de sono mais saudáveis a longo prazo.

5 bons motivos para o bebê dormir no quarto dos pais

Embora a prática de dormir na mesma cama possa apresentar riscos, a pediatria moderna reconhece vários benefícios em manter o bebê dormindo no mesmo quarto que os pais – mas em seu próprio berço ou moisés. Essa configuração equilibra segurança e proximidade, contribuindo para uma série de benefícios para a saúde e bem-estar tanto dos pais quanto do bebê.

Um dos principais benefícios é a facilitação da amamentação. Estar no mesmo quarto permite que as mães respondam mais prontamente aos sinais de fome do bebê, facilitando o aleitamento materno sob demanda. Isso não só promove uma amamentação mais bem-sucedida mas também reforça o vínculo entre mãe e filho durante esses momentos íntimos.

A presença dos pais no mesmo quarto também proporciona ao bebê uma sensação de segurança, tranquilidade e conforto, o que pode resultar em uma melhor qualidade de sono para todos. Os bebês costumam acordar menos e por períodos mais curtos quando estão no quarto dos pais devido à sensação de segurança que a proximidade física aos pais lhes confere.

Monitorar a saúde e o bem-estar do bebê durante a noite torna-se mais eficaz quando ele dorme no mesmo quarto que os pais. Isso facilita a detecção imediata de qualquer problema, permitindo uma intervenção rápida caso o bebê apresente dificuldades respiratórias, vômitos ou outros problemas de saúde durante a noite.

Do ponto de vista psicológico, a prática de compartilhar o quarto pode fortalecer o vínculo entre os pais e o bebê. A proximidade noturna oferece momentos extras de contato e interação, fundamentais para o desenvolvimento emocional e afetivo do bebê.

Por último, a prática promove melhores hábitos de sono a longo prazo. Estar no quarto dos pais, mas em seu próprio espaço, oferece ao bebê a melhor combinação de independência e segurança. Ele aprende a se confortar e a adormecer sem depender do contato físico constante dos pais, estabelecendo bases sólidas para um sono saudável e independente no futuro.

Cada família deve avaliar cuidadosamente esses fatores, juntamente com as diretrizes de segurança recomendadas por organizações de saúde, para tomar a decisão sobre onde o bebê deverá dormir.

Este conteúdo não deve ser usado como consulta médica. Para melhor tratamento, sempre consulte um médico.

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