Fintech N26 começa a chamar clientes na fila

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Cerca de quatro anos após anunciar o início das operações no Brasil, a fintech de origem alemã N26 finalmente começou a convocar as pessoas que se cadastraram na fila de espera para utilizar os serviços da plataforma digital.

Com cerca de 8 milhões de clientes nos 24 mercados em que atua e com uma avaliação de mercado de aproximadamente US$ 9 bilhões, a N26 traz como proposta para se diferenciar da concorrência o conceito de “fincare”, que significa o cuidado com as finanças da sua base de usuários.

CEO da N26 no Brasil, Eduardo Prota afirma que a fintech iniciou as operações no país com duas vertentes principais. Uma é a prestação de serviços bancários tradicionais gratuitos para o dia a dia, como cartão de crédito, débito, Pix e boleto. A outra frente é o apoio à tomada de decisão dos clientes, que têm hoje como principal ferramenta os “spaces”, subcontas em que é possível separar o dinheiro depositado, a depender dos diversos objetivos, como pagar contas, planejar uma viagem ou comprar um carro ou uma casa.

O cliente pode criar até 26 subcontas, com os recursos rendendo 100% do CDI independentemente do prazo em que são mantidos. Além disso, a cada R$ 100 gastos com o cartão de crédito, o cliente ganha mais 1% de retorno, com o rendimento podendo chegar a até 200% do índice de referência.

A N26 passou a oferecer também no início do ano um serviço de planejamento financeiro, em que o cliente pode agendar uma conversa de 30 minutos com um especialista da consultoria Serafin.

“As fintechs e os bancos digitais ajudaram muito a melhorar o acesso aos produtos bancários, mas o serviço que te ajuda a tomar as melhores decisões, saber como que faz para organizar o seu mês, não tem muito para o meio da pirâmide. Foi esse o lugar que resolvemos focar”, afirma Prota.

“Estamos criando uma segunda geração de fintechs, que tenta construir saúde financeira, que é o que chamamos de fincare, com o ‘fin’ de finanças e o ‘care’ de cuidado em inglês”, acrescenta o executivo. A fila de espera de interessados em se tornar clientes soma cerca de 400 mil pessoas. Hoje já são algumas centenas de milhares de usuários. A demora entre o anúncio do início das operações no país e a convocação dos primeiros clientes se deveu a mudanças de estratégia.

Os planos são de fazer o negócio no Brasil começar a dar lucro em alguns poucos anos, estratégia que passa pelo início da concessão de empréstimo pessoal.

Autor(es): LUCAS BOMBANA / FOLHAPRESS

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