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Sexta-feira, 16 de Maio de 2014

Pastor vê preconceito em decisão de juiz contra umbanda e candomblé

Andressa Teixeira e Eric Andriolo

A Justiça federal tomou uma decisão impensável: determinou que cultos Afro-Brasileiros não podem ser considerados religião. A sentença, que deixou chocados os praticantes da Umbanda e do Candomblé, saiu nessa quinta-feira (15) em resposta a uma ação do Ministério Público Federal (MPF) que pedia a retirada de vídeos de cultos evangélicos considerados intolerantes e discriminatórios contra as religiões de matriz africana do YouTube. Religiosos do candomblé e do cristianismo criticaram a decisão e o MPF vai recorrer.

O juiz responsável é Eugênio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do Rio de Janeiro. A justificativa do magistrado foi que, para uma crença ser considerada religião, deve seguir um texto base - como a Bíblia Sagrada, Torá, ou o Alcorão, por exemplo - e ter uma estrutura hierárquica, além de um deus a ser venerado.

O candomblecista Pai Paulo de Oxalá, procurado para falar sobre a decisão que nega sua religião, disse que Eugênio Rosa "não é isento como juíz", e que a determinação do magistrado causou "enorme dano" ao país:

O juiz Eugênio Rosa de Araújo, para quem umbanda e candomblé não são religiões
O juiz Eugênio Rosa de Araújo, para quem umbanda e candomblé não são religiões  
- É o dano da humilhação. Nos sentimos humilhados enquanto cidadãos, por não termos nossa religião conhecida. Eu, sacerdote, raspado e iniciado, professo minha religião há anos, e então surge uma pessoa e diz que minha religião não é nada. Isso é um grande preconceito contra nossa religião. Ele nos classificou como nada.

Quanto aos critérios adotados pelo juiz, Pai Paulo pediu "mais isenção", ao tratar das religiões africanas que, diferentemente do cristianismo e do islã, não possuem livros sagrados, pois surgiram da cultura oral de etnias africanas que vieram ao Brasil como escravos.

O candomblecista também ressaltou a importância do processo encaminhado pelo MPF, que pedia retirada de vídeos preconceituosos do Youtube: "Brincam, achincalham e chamam de nomes horríveis a nossa religião. E nós não fazemos isso com eles".

O pastor e teólogo Alexandre Marques Cabral, também consultado sobre a decisão, disse que a considera preconceituosa e sem sentido acadêmico, com a qual nenhum teólogo sério e comprometido concordaria.

Por estabelecer ter um texto base a ser seguido, um deus a ser venerado e uma hierarquia como pré-requisitos para as religiões, a justiça exclui diversas crenças, como o Candomblé, a Umbanda e o Hinduísmo. Segundo o pastor Alexandre, a questão de ter ou não um livro não dita o que é ou deixa de ser religião. O caráter mitológico, os ritos e as normas de comportamento são suficientes para isso.
Pastor Alexandre (esq.) e Pai Paulo de Oxalá criticaram a sentença
Pastor Alexandre (esq.) e Pai Paulo de Oxalá criticaram a sentença  

"Essa decisão expressa preconceito por parte de pessoas que buscam colocar o paradigma da sua própria religião como o único que valida o reconhecimento do que é religião, no geral. Esse é um exemplo claro de espiritualidade medíocre e narcisista que só admite religião desde que compatível com a própria fé. Ela pressupõe que o monoteísmo é o único modo de religião.", disse o pastor e teólogo.

Além disso, acredita que a decisão do juiz é absurda e obtusa, já que os juízes, como administradores da justiça do Estado deveriam se empenhar para o bem comum a todos os cidadãos, e não ao interesse privado. Para ele, "O aparelho jurídico é imbecilizado, o juízes são burocratas da lei e operacionalizadores de preconceitos morais."

Na tarde de sexta-feira (16), o Ministério Público recorreu ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) para tentar reverter a decisão da Justiça Federal e já reapresentou a ação, criticando as afirmações do magistrado e alegando que a decisão exclui muitas crenças da proteção judicial.

Ouça a entrevista com Pai Paulo de Oxalá na íntegra:

 

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Pastor vê preconceito em decisão de juiz contra umbanda e candomblé
 

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