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Sexta-feira, 10 de Janeiro de 2014

Cocaína misturada com adrenalina explica pacientes mais difíceis, diz psiquiatra

Eric Andriolo

Vídeo do canal britânico Channel 4 mostra traficante adicionando adrenalina na fabricação da cocaína
Vídeo do canal britânico Channel 4 mostra traficante adicionando adrenalina na fabricação da cocaína
Cocaína que é vendida no Rio de Janeiro, já adulterada
Cocaína que é vendida no Rio de Janeiro, já adulterada
Traficantes do Rio de Janeiro estão adicionando doses de adrenalina na fabricação da cocaína que é vendida nas bocas de fumo da cidade. A revelação surgiu em uma pequena filmagem de uma reportagem britânica que veio ao Brasil cobrir a violência no país da Copa, e mostrou os criminosos adicionando a substância ao pó que forma a droga. Mas para quem faz o tratamento de pessoas dependentes do narcótico, essa informação explica porque os pacientes estão se tornando cada vez mais difíceis de tratar.

O Dr. Jorge Jaber é psicanalista e presidente da Associação Brasileira de Alcoolismo e Drogas (Abad). Ele conta que, além dos problemas comportamentais e cerebrais que frequentemente acompanham usuários de drogas, têm surgido cada vez mais casos de doenças.

"Está se explicando porque temos encontrado cada vez mais dependentes químicos com hipertensão, mesmo entre pessoas jovens. Também agora os pacientes estão precisando ser tratados clinicamente para diabetes", disse o médico, que possui uma clínica que trata pacientes viciados em substâncias químicas.

Outros transtornos que têm "aumentado muito" são relacionados ao aumento de colesterol, triglicerídeos e lipídios. Para o doutor, esse quadro era muito incomum, pois usuários de drogas pesadas tendem a ter menos gordura:

"Aumentaram muito os problemas na concentração de gorduras em pacientes que deveriam perdê-las, porque comem menos. Me parece que a resposta disso pode estar exatamente na mistura de outras substâncias na cocaína."

A adrenalina é um hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais que aumenta os batimentos cardíacos, a frequência respiratória, e coloca o corpo em sinal de alerta. Normalmente é liberada quando estamos em situações de risco, realizando atividades esportivas, ou sob forte estresse. O efeito de doses grandes de adrenalina é um pouco parecido com aquele provocado pela cocaína. Ao adicionar o hormônio no narcótico, traficantes estão "falsificando" a droga.

"Acredito que [os traficantes] estejam diminuindo a quantidade de cocaína para fingir que a droga que estão vendendo é mais pura, mas na verdade aquele efeito que o usuário tem não é da cocaína e sim da adrenalina."

DROGA FALSIFICADA

Uma surpresa é que os traficantes estejam adulterando a droga dessa maneira no Brasil, onde o quilo de cocaína pode ser comprado pelo preço de R$1.400,00. Barato, se comparado com o preço em outros países, que pode ultrapassar os R$300 mil.

"Já havia informações de que isso era feita em outros países onde a cocaína é muito cara. no Brasil não se justificaria", disse o dr. Jaber.

O processo de misturar aditivos na fabricação da cocaína - também chamado de "malhar" a droga - é comum. No Brasil, substâncias de cor branca como pó de mármore, giz e mesmo pó de vidro já são usados para adulterar o produto e economizar a cocaína pura.

Outro problema de usar a droga adulterada é que o efeito negativo se torna ainda pior. A mistura das duas substâncias causa vasoconstrição, o que aumenta a concentração de cocaína no sangue e pode causar parada cardíaca imediata.

O efeito é ainda mais perigoso em pessoas que já sofrem de ansiedade ou hipertensão, porque já possuem níveis elevados de adrenalina no sangue.

Além disso, a droga falsificada vicia ainda mais, porque o corpo precisa de mais cocaína para satisfazer a dependência:

"A pessoa tem a sensação de que consumiu a cocaína mas a dependência química não fica satisfeita, então acaba usando mais quantidade da cocaína falsificada, e consumindo mais adrenalina."


TRATAMENTO

Pessoas em busca de tratamento para dependência química ou familiares de dependentes podem procurar a Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, que faz atendimento gratuito, ligando para o número (21) 3325-2323.

Ouça a entrevista, na íntegra, com Jorge Jaber;

 

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