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Sábado, 03 de Março de 2018

Que venham os boletins médicos de Neymar!

Copa do Mundo: ansiedade natural pela recuperação do craque
Copa do Mundo: ansiedade natural pela recuperação do craque

Que venham os boletins médicos de Neymar!



Por Eliane Belleza*

Nos próximos dias uma das principais pautas de caderno de esporte deverá ser a cirurgia de Neymar − o camisa 10 sofreu uma fissura no quinto metatarso do pé direito, durante uma partida do Paris Saint-Germain, no domingo (25). Provavelmente, um insumo essencial para alimentar as matérias jornalísticas serão os boletins médicos emitidos pelas instituições de saúde onde o craque realizará os tratamentos médicos.



A narrativa da dor sobre episódios que envolvem celebridades - pessoas públicas que usam a visibilidade como instrumento de construção do reconhecimento e identidade - é carregada de apelo, interesse humano e comoção, ingredientes propícios para o fenômeno do infotainment, em que se acolhem não só a informação e o entretenimento, mas realidade e ficção.

As grandes repercussões nacionais de internações têm como caso emblemático o episódio da doença e morte de Tancredo Neves. Em março de 1985, o país se preparava para a posse da recém-nascida Nova República. Entretanto, os brasileiros foram surpreendidos com a hospitalização do político em Brasília. Na época, o jornalista Antônio Britto, então secretário de Imprensa, foi transformado no porta-voz da agonia dos 38 últimos dias da vida do quase presidente mineiro. Britto passou a ser um rosto muito conhecido no país, pois quando aparecia nas telas do horário nobre para divulgar mais um boletim médico, a população parava para ouvi-lo. E desde então percebe-se um incremento no interesse da mídia pelo conteúdo dos boletins médicos dos "pacientes públicos" - terminologia incongruente, afinal, por princípio, um enfermo deveria ter sua integridade física e moral resguardada sob a custódia da instituição hospitalar. Tanto no que tange à adoção das terapêuticas, como a guarda do "segredo" e da privacidade. Contudo, quando se trata de uma pessoa ou episódio público, as fronteiras entre as dimensões pública e privada se embaralham e, a mídia, definitivamente, já incorporou a apuração de boletins em seus radares de pautas.

O conteúdo jornalístico é um componente importante à formação da imagem de organizações e personalidades. E é através das percepções midiatizadas que os indivíduos orientam seus posicionamentos como consumidores, inclusive suas escolhas por hospitais. O jornalismo também é uma das narrativas mais importantes para a formação da reputação de empresas e cidadãos, ou melhor, da imagem delas. Além disso, essas emissões midiáticas interferem na construção do imaginário social, ajudam a formar opinião e a nortear escolhas.

As unidades de saúde não estão de fora desse cenário. Pelo contrário. Há algum tempo perceberam a necessidade de investimento em imagem, especialmente por meio de mídia espontânea - conteúdo jornalístico. Nessa vertente, a divulgação de boletins médicos de pessoas ou episódios públicos, além de configurar notícia de relevância e interesse público, contribui para a percepção positiva de seus públicos, agrega reputação, orienta preferências e colabora na construção de um imaginário social favorável a essas unidades hospitalares.

Por fim, vale também refletir que esse deslocamento da temática da saúde para a seara do entretenimento e do show business disputa espaços qualificados para textos de educação em saúde, prevenção de doenças e disseminação de informação para a qualidade de vida e bem-estar. Mas, às vésperas da Copa do Mundo, esperaremos ansiosos, em horários nobres, pelos boletins de alta médica do nosso Menino da Vila.



*Eliane Belleza é jornalista, diretora da Agência de Comunicação Saúde em Pauta e mestre em comunicação pela Uerj, com a dissertação "A narrativa midiática da dor: os boletins médicos e a visibilidade dos pacientes públicos".



 

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