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Domingo, 15 de Janeiro de 2017

Projeto do Museu da Escravidão é anunciado por neta de Cartola

Por Fábio Lau

Nilcemar Nogueira: coragem para brigar pelo projeto
Nilcemar Nogueira: coragem para brigar pelo projeto
Um projeto que virá cercado de polêmica, receios, insegurança e senões. Mas, ao mesmo tempo, necessário, indispensável e até atrasado se considerarmos o fator tempo. A ideia de Nilcemar Nogueira, secretária Municipal de Cultura do Rio, de criar o Museu da Escravidão no Rio, tem tudo para mexer, e muito, com a conjuntura social e política atual: quando vivemos sob intenso preconceito e intolerância nos campos da religião e da política. Nilcemar é neta do cantor e compositor Cartola e de Dona Zica, a primeira dama da Mangueira.

A ideia foi anunciada neste domingo (15) quando o projeto ainda é embrionário, reside quase que unicamente no campo do desejo pessoal da secretária recém empossada. Publicada pelo colunista Ancelmo Gois, a nota fala em levantar o museu na área do Valongo, região portuária, onde houve o maior desembarque de escravos do Continente. Iniciativa semelhante foi feita na Louisiana, nos Estados Unidos. Até hoje é considerado o único do gênero no mundo. Imagens feitas com bonecos de cera transportam o visitante por um ambiente muito próximo da realidade histórica.

Retrato de uma época de Debret: castigo
Retrato de uma época de Debret: castigo  




















Amiga de Conexão Jornalismo, uma internauta disse que a eventual concretização do projeto iria gerar muita angústia e sofrimento em parte da população negra. Mas outro internauta ponderou que, a exemplo dos museus do Holocausto, presentes em vários países, pela sua importância histórica deveria suplantar estas questões:

-Ele envergonha os agressores e não as vítimas- ponderou.

Documento comprova venda de escravos
Documento comprova venda de escravos  



No Brasil há iniciativas do gênero, mas em geral o argumento é a "Abolição" e não a narrativa da própria escravidão. Um caso conhecido é o do museu em Recife que trata do assunto, mas não prioriza o ponto de vista histórico das vítimas do processo. ste recurso foi muitas vezes usado para driblar a resistência de setores mais conservadores que veem na iniciativa uma possibilidade perigosa de tocar em feridas abertas. Em Angola, de onde partiram muitos dos negros que seriam escravizados no Brasil, também há um acervo sobre o tema.

Segundo a nota, Nilcemar já falou sobre o projeto com o prefeito Marcelo Crivella.




Escravidão brasileira: registros até hoje se restringem a gravuras e telas de Debret



A história da escravidão no Brasil, que durou quase 400 anos de maneira oficial, está registrada em documentos e nas obras de artistas que para cá vieram a passeio ou missão oficial. O caso mais conhecido é o do francês Jean Baptiste Debret que aqui chegou em 1817 - 71 anos da Abolição. Com seus traços finos e precisos, revelou o processo que atingia não apenas negros, mas também os indígenas - estes foram os primeiros submetidos a trabalhos forçados.

Museu em Louisiana: bonecos de cera
Museu em Louisiana: bonecos de cera  


A contribuição de Debret para a arte brasileira e sua história é gigantesca. Mas, mesmo com tão preciosos registros, ainda hoje uma marca da personalidade brasileira tenta se esconder do ônus da relação pouco ou nada cristã, ou humanística, que residia na Casa Grande e demais dependências. As telas do francês captaram a atmosfera de um período da formação da nação brasileira e da alma do país que mantinha escravos em sofrimento, mas ria para o mundo a sua mais genuína alegria. A partir da obra de Debret estimulou-se a criação de instituições como a Academia Brasileira de Belas Artes, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB).

Mexer na ferida, portanto, pode representar o início de um novo ciclo.

* Leia também: Rio tem Museu do Negro

 

Veja também:

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Projeto do Museu da Escravidão é anunciado por neta de Cartola
 

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