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Domingo, 13 de Maio de 2018

Professora afastada após dar aula de religião africana foi vítima de armação

Da Redação

Professora Maria Firmino: preconceito religioso
Professora Maria Firmino: preconceito religioso
Por Fábio Lau

Uma armação engendrada por funcionários da escola e alunos levou a Secretaria de Educação da cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, a afastar a professora Maria Firmino em abril. Ele ofereceu aos alunos conhecimento sobre o "patrimônio material, imaterial e natural de matriz africana". Entretanto, após a aula, alunos afirmaram que se sentiram "mal" com o conteúdo da aula - tal declaração teria sido combinada com funcionários insatisfeitos com o fato da mestre ser praticante de religião de matriz africana.


Comunicada do afastamento, a professora registrou um boletim de ocorrência sobre crime contra o sentimento religioso na Delegacia Regional de Juazeiro do Norte (CE) e o Ministério Público agora cobra da Secretaria de Educação do município explicações a respeito do afastamento. O Ministério Público Federal deu prazo de 10 dias para que a secretária de Educação do município, Maria Loureto Lima, e a diretora administrativa da unidade de ensino, Cláudia Roberta Bezerra Lima, prestem esclarecimentos sobre o caso. O ofício é assinado pela procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat.

Leia também:
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O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), por meio da promotora de Justiça de Juazeiro do Norte Alessandra Magda Ribeiro Monteiro, registrou nesta quarta-feira (9) um Procedimento Administrativo, determinando que a secretária e a diretora administrativa prestem informações dentro de cinco dias.

Em nota, a Secretaria da Educação de Juazeiro do Norte informou que não foi procurada pela docente e que a profissional continua no exercício das suas funções. Já a professora e funcionários da escola afirmam que ela está fora da sala de aula desde abril.

Alunos teriam "passado mal"

Durante a aula, três alunos alegaram terem sentido mal-estar com o conteúdo apresentado. Conforme Maria, o episódio foi uma "trama" feita por outros servidores da escola por não aceitarem uma professora de religião africana na unidade.

"Com certeza absoluta foi tudo organizado dentro da escola porque não queriam uma professora que fosse ligada a uma religião de matriz africana lá dentro. É racismo religioso", afirma.

"Fiquei assustada, chocada e de coração partido de ter visto aquilo, alunos fazerem parte do que parecia uma trama", completa Maria.

Segundo a professora, os alunos deixaram a sala dizendo sentir mal-estar e forte dor de cabeça. Nenhum atendimento médico foi solicitado pela escola, segundo a professora. O caso gerou uma manifestação dos pais dos estudantes.

"Quando eu ia saindo na calçada comecei a ouvir gritos de 'sai satanás', 'vou pegar essa feiticeira', 'ninguém pode mais do que Deus'. Só via gente descendo de carro, gente olhando, populares vindo", conta a professora.

Maria afirma que não recebeu apoio da direção ou de funcionários durante o ocorrido.

História e Cultura Afro-Brasileira



O ensino da temática "História e Cultura Afro-Brasileira" tornou-se obrigatório no currículo oficial da Rede de Ensino desde 2003, com a Lei Federal 10.639.

Segundo o Ministério Público Federal, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), aprovada pelo Conselho Nacional de Educação em dezembro de 2017, também traz entre suas competências gerais o estímulo à empatia, ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação.

Com informações do Pragmatismo Político

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Juazeiro do Norte e o preconceito



Curiosamente, a cidade de Juazeiro do Norte foi alvo de preconceito religioso ha um século quando a Igreja Católica decidiu reprimir a adoração a Padre Cícero e a Beata Maria de Araújo. Quando o padre rezava missas, a beata, uma mulher negra, de pequena estatura e muito devota, tinha convulsões e expelia um líquido vermelho (provavelmente sangue) pelas vias áreas. Algum tempo após o fenômeno se repetir, e somente na presença de Padre Cícero, alguns fieis passaram a pegar as ataduras manchadas com o líquido e colocar sobre doentes. Casos de cura foram relatados. Com isso houve repercussão e a história foi parar em Fortaleza. De lá não tardou a chegar ao Vaticano. Uma turma de peritos foi então mandada a Juazeiro para debelar a ideia de milagre e uma dupla punição foi aplicada contra o padre e a Beata. A ela foi dado o castigo do silêncio eterno, além da excomunhão. Isso porque ela se recusava a dizer que se tratava de uma fraude - o que o padre Cícero concordou em fazer. Por conta disso a Beata jamais foi reabilitada pela Igreja Católica.

 

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Professora afastada após dar aula de religião africana foi vítima de armação
 

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