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Quarta-feira, 08 de Março de 2017

O roubo do celular e a certeza da impunidade

Da Redação

Uma postagem no Facebook de uma cidadã carioca chama a atenção. Vítima de uma tradição da cidade, o furto de celular, a jovem fez o que os manuais de segurança pedem para que não se faça jamais: agarrou e imobilizou o ladrão. Mais do que isso: gritou e pediu ajuda. Isso em plena Central do Brasil - lugar onde circulam mais de um milhão de pessoas diariamente. Muita gente apareceu e conteve o criminoso que jogou seu celular no chão e o quebrou. Ele negou o crime que todo mundo viu e acabou na delegacia. E é aí que a história começa.



"Tentativa de roubo!?

Não, roubo mesmo, na cara dura. Mais um dia comum, voltando pra casa, penso eu, tola.

Desço do metrô na Central do Brasil e vou para a Supervia, como todos os dias, pegar o trem pra casa. Mochila virada para frente, pois todo cuidado é pouco.

Mas hoje não foi suficiente. Passei a roleta e parei em una lanchonete para comprar água. Coloco a mochila para minha lateral para encostar no balcão e como num passe de mágicas, sinto minha bolsa mexer, viro, meu celular já estava na mão do cidadão.

Minha reação? Agarrei ele e comecei a gritar, senti medo, raiva, queria bater naquele ladrãozinho filho da puta de meia tijela. Mas prontamente os passantes começaram a gritar e os guardas da supervia agarraram o homem. Que jogou meu celular no chão pra não configurar flagrante.

Um rapaz pegou meu telefone do chão, me devolveu e confirmou que tinha sido o tal cidadão que abriu minha bolsa.

Sendo segurado pelos agentes da supervia e por outras pessoas que me defendiam, ele me olhava com raiva e dizia que eu estava sendo injusta, que ele não tinha pego nada. Os PM's chegaram em seguida e perguntaram se eu queria fazer a ocorrência.

Sim! Foi a minha resposta. Sozinha, no meio da central do brasil, com o caramarada que me roubou traçando um olhar fulminante em mim, eu disse que sim. Pois não poderia deixar isso impune.

Fui encaminhada para a 5 DP, na Gomes Freire. Ele no camburão da viatura e eu sentada na traseira com os PM's. Queria chorar, mas a raiva e a vontade de justiça não deixaram. Eu tava com medo, mas a minha consciência mandava eu ir, é o certo.

Duas horas na delegacia, os PM's, os agentes de segurança da Supervia e eu prestando depoimento. Afinal, foi flagrante, teve testemunha.

O que eu pensava? Esse fdp vai ficar preso.

Sai o PM e vem me contar que na ficha dele tinham 26 passagens pela policia. VINTE E SEIS.

Nesse momento eu pensei: agora ele fica preso. Foi flagrante.

Duas horas esperando para, ao terminar meu depoimento, assinar tudo e ir embora, saber que o querido ladrão seria solto pagando uma fiança de MIL reais. Que não paga a tela do meu telefone quebrado que ele jogou no chão. Não paga a quantidade de vezes que o estado gastou com ele nas suas VINTE E SEIS PASSAGENS pela polícia.

Não paga o meu medo, a minha exposição, a minha liberdade de ir e vir, o plantão dos policiais que me atenderam e muito mais. Não paga eu amanhã pegar o trem pra voltar pra casa e dar de cara com ele.

Mas, mesmo em flagrante, foi "tentativa de assalto". Foi eu sair daquela delegacia dizendo pra mim mesma que minha Justiça não valeu de nada. Foi pela primeira vez entender pq muita gente é assaltado e deixa pra lá.

No nervosismo, não gravei o nome dos PM's que prontamente me atenderam e foram solicitos, mas deixo aqui meu agradecimento. Eu me senti pequena naquele momento e eles ficaram do meu lado até o meu pai chegar. Aos agentes da supervia, por, como eles mesmos disseram, mais um dia estarem naquela delegacia, vendo que não daria "em nada", mas me apoiando.

Mudar, lutar, exigir que a nossa constituição seja revista é preciso. Não estou dizendo isso pelo falo isolado de hoje. Mas quando estamos cara a cara com a situação a gente entende melhor.

No final, to bem, viva, com meu celular com a tela quebrada, indo pra minha casa, sabendo que tenho apoio dos que me amam, sendo cuidada pelos Orixás e todas as entidades de luz que me cercam e com a certeza de que, mesmo com medo, a luta por uma sociedade melhor continua. A sociedade está doente e começa por nós a mudança, mesmo quando nos sentimos impotentes".


NdaR - O assaltante tem nome: Waldemir Nogueira da Fonseca.

 

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