• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
SELECT TOP 3 B.Codigo , B.Nome_Arquivo , B.Href , B.Descricao FROM Banner B WHERE B.Publicar = 1 AND B.Data_Expiracao >= 20180922 AND B.[1pagina] = 1 AND B.Cod_Tipo_Banner = 4 ORDER BY B.Data_Publicacao DESC, codigo DESC
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 
Audiência na TV

Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018

O avanço de Haddad e as caras de culatra na Globonews
Audiência na TV

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > notícias conexão

Notícias Conexão

 

Quinta-feira, 21 de Junho de 2018

Nathali Macedo: Globo que silenciou quando xingaram Dilma caça ofensores na Rússia

O silêncio diante do xingamento de Dilma
O silêncio diante do xingamento de Dilma

Não deixa de ser mais um sinal do quanto o jornalismo pode ser implacável contra os malfeitores quando interessa. Todos estamos indignados com o comportamento de brasileiros, alguns nem tão jovens assim, que ofenderam mulheres russas fazendo-as repetir expressões sexistas. A Globo, assim como outras redes de TV do país e do exterior, se empenham em identificá-los. Mas eis que Natalí Macedo escreve um artigo publicado originalmente no Contexto Livre e que carrega consigo um tanto assim de verdade a induzir a uma reflexão: por que a Globo não reagiu também quando um Maracanã de gente xingou Dilma Rousseff, então presidenta do país eleita pelo voto?


Por Natalí Macedo

Os torcedores brasileiros que assediaram uma mulher russa e divulgaram o vídeo na internet estão tendo o que merecem - em que pese o fato de a cultura do assédio ser estrutural, é formada por indivíduos, e deve, portanto, ser combatida caso a caso.

Um a um, todos os homens que compõem o grupo que envergonhou o Brasil - como se tivéssemos poucos motivos para vergonha internacional - estão sendo identificados.

Um advogado e ex-funcionário público, um sargento da Polícia Militar e um engenheiro estão sendo expostos nas redes sociais, e sofrendo as consequências do ato em todos os setores de suas vidas.

Um deles defendeu-se - é possível? - numa rede social escrevendo que "não imaginava que uma brincadeira pudesse repercutir tanto". Será que nunca lhe ocorreu o fato de que fazer alusão ao órgão sexual de uma mulher e filmá-la dizendo isso é repulsivo e vergonhoso?

Quando um vídeo como este repercute tão negativamente, entendemos que o mundo não está assim tão doente, mas voltamos a duvidar quando um dos autores da barbárie simplesmente não compreende a misoginia contida em seu ato.

Enquanto alguns veículos midiáticos tratam o caso como "polêmica", a Rede Globo - que surfa na onda das problematizações quando lhe é conveniente - vem tratando o vídeo machista como um crime de terrorismo.

Menos, dona Globo.

A gente lembra que a senhora não é assim tão sensível a atos de misoginia.

Não o foi, por exemplo, na copa de 2014, quando a torcida gritava para a presidenta eleita: "Ei, Dilma, vai tomar no cu!" e a senhora filmava, apática.

Não foi quando não problematizou o "tchau, querida". Quando apoiou um golpe machista. Quando mostra cenas insensíveis e desnecessárias de estupro em suas novelas.

Qual é a grande diferença entre assediar uma russa em frente a uma câmera e mandar uma mulher - que tinha idade pra ser mãe da maioria dos torcedores, na época - tomar no cu na frente do mundo inteiro?

Que grande abismo separa o vergonhoso vídeo "buceta rosa" dos adesivos de Dilma de pernas abertas nos tanques de gasolina, sobre os quais a Globo jamais deu um pio?

Para a emissora, a diferença é simples: é fácil pagar de desconstruidona quando o machismo manifesto não envolve interesses políticos.

A militância conveniente é um câncer, e a Globo está em estágio terminal. A emissora sabe não apenas calar-se diante do machismo, mas aplaudí-lo quando quer, como fez em 2014.

A cultura que vitimou a mulher russa - e revoltou a maciça maioria das mulheres mundo afora - é a mesma que fez com que Dilma fosse desrespeitada não como presidente, mas como mulher e ser humano.

O machismo que a Globo agora combate ferozmente como crime de terrorismo é o mesmo que protagonizou com louvor o golpe de 2016, apoiado pela emissora.

O vídeo dos torcedores brasileiros na Rússia não serviu apenas para nos envergonhar: Vem para nos lembrar que precisamos, urgentemente, de uma educação feminista e equitativa para todos.

E isso definitivamente não entrará em nossas casas pela televisão.

O vídeo está aqui. Ele nos envergonha e pensamos até que não deveríamos reproduzi-lo. Mas ele deve envergonhar a quem participou deste coro. E por isso vamos lembrá-lo, sim:




Do Contexto Livre

 

Veja também:

>> Exército cerca favelas da Zona Sul do Rio

>> Papa Francisco critica Trump por enjaular e separar crianças dos pais

>> Professora é denunciada por exibir filme "Besouro" a alunos- vídeo

>> Brasileiros que aparecem em vídeo com estrangeira podem responder por crime na Rússia

>> Oito crianças brasileiras são mantidas em jaulas nos Estados Unidos - vídeo

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
Nathali Macedo: Globo que silenciou quando xingaram Dilma caça ofensores na Rússia
 

Copyright 2018 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!