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Sexta-feira, 24 de Março de 2017

Folha é obrigada a restabelecer nome de jornalista premiada

Da Redação

Renata no ato do recebimento do Prêmio Esso
Renata no ato do recebimento do Prêmio Esso

A vida de um jornalista muitas vezes parece não lhe pertencer. Horários irregulares, conflitos profissionais e sociais, cobranças exageradas e não raro grosseiras de superiores. Se tais atos não chegam a ser uma regra, não deixam de ser identificáveis até pelo mais novato profissional. Mas a experiência vivida pela diagramadora Renata Maneschy foi além. Vencedora do Prêmio Esso por reportagem que falava sobre famílias que viviam com o programa Bolsa Família, em 2015, ela teve o nome excluído da lista dos premiados após ser demitida pela empresa. Indignada, e dotada de uma coragem pouco comum aos profissionais do jornalismo, entrou na Justiça. Esta semana, por decisão da Juíza Daniela Mori, da 89ª Vara do Trabalho de São Paulo, a empresa foi obrigada a restabelecer o nome da profissional e pagar indenização de R$ 30 mil. Na ação, a o advogado Kiyomori Mori acrescentou: "lembra Stalin, que manipulou fotos históricas para apagar o protagonismo do seu ex-companheiro Trotsky na Revolução Russa de 1917, somente porque se tornaram desafetos." - nada mais irônico em se tratando da conservadora Folha.



Renata explicou o motivo que a levou entrar na Justiça e o quanto isso lhe custou em termos emocionais:

- Eu sou mandada embora em outubro (2015), em fevereiro removem meu nome... quem lê pensa o que? "Nossa, ela deve ter feito algo muito errado por lá". Fui demitida por capricho, não por incompetência. Não pude fazer nada pra manter meu emprego; mas deixar sujar meu nome nem pensar - disse.

Em sua rede social, após a decisão da Justiça em primeira instância, Renata desabafou e fez uma narrativa sobre o que representou este período de angústia na sua vida. Muitos colegas e ex-colegas de profissão se manifestaram e apoiaram a decisão de judicializar o caso e reagir a ofensa: "espero que meu gesto estimule outras pessoas a fazerem o mesmo", disse.
Ao lado dos demais jornalistas premiados da Folha
Ao lado dos demais jornalistas premiados da Folha  


Eis o texto de Renata Maneschy:

"Você dedica 19 anos da sua vida ao design editorial, muitas noites viradas, feriados perdidos, pescoções e plantões infinitos... tudo isso feliz, por estar fazendo o que gosta.

Em 2015, depois de um ano de copa do mundo, eleições, um monte de prêmios, conquistas valiosas, passei dois meses sem saber qual seria o dia da minha demissão. Ouvi que eu até era criativa mas não servia pra ser chefe, que eu não tinha postura e um monte de outras coisas absurdas, enquanto minhas funções eram retiradas uma por vez. Quem conhece minha trajetória profissional sabe o quanto tudo isso foi injusto e aflitivo.

Uma pequena alegria foi receber mais um prêmio Esso (reportagem de Fernando Canzian e Andre Felipe, juntamente com uma equipe de profissionais) uma semana depois de ser demitida. Imagina a surpresa quando a mesma matéria recebe o prêmio Folha, alguns meses depois, e meu nome não constava mais nos créditos. Fui deletada, descartada, da história do jornal. Simplesmente por não trabalhar mais lá.

Nunca imaginei ter que processar um jornal. Sou dos tempos em que "jornal é isso mesmo, todo mundo sabe que jornalista não trabalha aquelas sete horas". Infelizmente, a Folha não me deu escolha.

Doloroso ver uma pessoa da minha equipe, que incentivei, mentindo descaradamente ao testemunhar pela empresa.

Hoje a juíza determinou a sentença: ganhei na primeira instância.
"... a autora foi alijada da sua participação em flagrante abuso de direito".
"...não pode um meio de comunicação, de notória importância no país, deturpar a verdade dessa forma."

Detalhe do troféu: nominal à vencedora
Detalhe do troféu: nominal à vencedora  


Obrigada ao competente e espetacular advogado Kiyomori Mori por cuidar tão bem da minha causa e me dar esse simbólico alento pela angustia que sofri.
Ps: quem se cala contra a injustiça se esquece que um dia pode ser vítima dela também".

Por Renata Maneschy




*Conexão Jornalismo entrou em contato via e-mail com a Folha de São Paulo para que fale sobre o caso, mas até o horário do fechamento da reportagem não houve qualquer manifestação. Quando o fizer a resposta será incluída.

 

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