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Quinta-feira, 05 de Abril de 2018

Filhos e netos de vítimas da ditadura fazem manifesto contra Gal Villas Boas

Fotografia de Laura Cantal
Fotografia de Laura Cantal

A ameaça feita pelo general e comandante do Exército, Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, contra o STF, quando alertou que uma eventual concessão de Habeas Corpus em favor do ex-presidente Lula poderia resultar em um golpe de estado, alarmou ex-presos políticos, parentes de mortos e desaparecidos na ditadura do Brasil instalada em 1964. Em uma nota chamada "64 Nunca Mais" eles protestaram contra o tom do manifesto feito via tuíter e deram um recado ao militar: "Não vamos permitir ameaças de golpe militar e não toleramos a instauração do medo. Jamais vamos tolerar".



Leia a nota na íntegra:


Nós, ex-presos políticos, familiares de mortos e desaparecidos pela violência do Estado e militantes por memória, verdade e justiça, não admitimos o aprofundamento do Golpe. Ontem, o General Villas Boas fez declarações que afrontam a independência dos poderes e ameaçam o já tão debilitado Estado Democrático de Direito, às vésperas do julgamento do STF sobre o Habeas Corpus do ex-presidente Lula. As organizações Globo, que apoiaram o golpe civil-militar de 64, anunciaram mais uma vez sua postura explícita de apoio ao golpe militar a partir do momento que anuncia em rede nacional pelo Jornal Nacional a fala do general como "última notícia".

Não vamos permitir ameaças de golpe militar e não toleramos a instauração do medo. Jamais vamos tolerar. A ameaça, que para alguns pode parecer dúbia, atesta a fala do então general da reserva Luís Gonzaga Schroeder Lessa, em que afirma que se o Supremo Tribunal Federal (STF) deixar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva solto, estará agindo como "indutor" da violência entre os brasileiros, "propagando a luta fratricida, em vez de amenizá-la".

Lessa foi além. Disse que, se o tribunal permitir que Lula se candidate e se eleja presidente, não restará outra alternativa do que a intervenção militar. "Se acontecer tanta rasteira e mudança da lei, aí eu não tenho dúvida de que só resta o recurso à reação armada. Aí é dever da Força Armada restaurar a ordem. Mas não creio que chegaremos lá."

Em setembro do ano passado, o general da ativa do Exército, Antonio Hamilton Mourão, já havia sugerido que o Exército poderia "intervir militarmente, caso a situação política não melhore" e nós publicamos uma Carta Aberta cobrando ao Comandante do Exército Brasileiro alguma sanção que demonstrasse respeito à Constituição e clareza do papel do Exército. O que não foi feito, e agora outros generais fazem as mesmas declarações nefandas. O mesmo Comandante, meses depois, clamou pela garantia de que não houvesse uma nova "comissão da verdade" no futuro e agora suas declarações incorporam publica e explicitamente o total desrespeito à Democracia, à Constituição da República e ao Estado de Direito.

A impunidade que existe de fato é para militares e seus crimes, protegidos pela Lei de Anistia de 1979, que até hoje perdoa crimes de lesa humanidade e mantém os Autos de Resistência, um dos artifícios que sustenta o contínuo genocídio da população pobre, negra e favelada. Não aceitamos impunidade: das torturas, dos desaparecimentos forçados, das execuções. Nem dos responsáveis pelos atingidos na Ditadura de 1964, nem de Marielle Franco, nem de nenhum morto pela violência de Estado de hoje. Não seremos paralisados pelo medo. Ao contrário, reagiremos cada vez mais com foco e organização para resistir ao discurso fascista que clama por mais um Estado de exceção.

Assina: Filhos e Netos por Memória, Verdade e Justiça / Coletivo RJ Memória, Verdade e Justiça / Campanha Ocupa DOPS

O texto foi publicado também na página do grupo. Clique aqui.

 

Veja também:

>> Alunos da rede privada fazem preparatório para ingressar na Uerj

>> Hoje é o Dia D para o golpe também

>> A fala do general e a ameaça à democracia - por Luiz Eduardo Soares

>> Em nota, PSOL e PT repudiam Twitte do general repercutido pela Globo

>> Comandante da FAB contradiz general: "opinião pessoal não pode balizar o país"

 
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