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Quinta-feira, 07 de Junho de 2018

Escrava Isaura era uma heroína negra ou o reforço do preconceito?

Escrava Isaura: protagonismo branco em trama sobre escravidão
Escrava Isaura: protagonismo branco em trama sobre escravidão
Por Fábio Lau*

Não tenho qualquer intenção de abordar a polêmica envolvendo a escolha da mulher que irá viver Dona Ivone Lara no musical. A turma que gritou contra Fabiana Cazza luta pela representatividade da raça em espetáculo tão grandioso. E isso é legítimo - a despeito das qualidades da cantora que renunciou para não virar alvo de pancada.

Mas lendo hoje o artigo de Flávia Oliveira no Globo chamou a atenção algo que jamais havia atentado: Escrava Isaura é, no entender da colega jornalista, uma comprovação de que no Brasil se clareia protagonistas negros. Ela cita o exemplo reconhecido de Machado de Assis.

A personagem de Bernardo Guimarães, que veio ao mundo em livro do final do século XIX, foi por mim concebida integralmente e sem maiores questionamentos naquele ano de 1976 - tinha meus dez anos.. Era uma doce heroína vivida por Lucélia Santos. Era filha de pai branco e mãe escrava. E por isso, embora prendada como as brancas da época, era tratada como uma escrava pela elite branca.

Via isso como uma crítica à escravidão, mas não tinha atentado para a seletividade. Na verdade Bernardo Guimarães fazia sim uma crítica a sociedade por discriminar os miscigenados - não necessariamente os negros.

O Brasil é o país da mistura, embora para muitos um shampoo clareador o faça nórdico. E também a a velha verbalização "meus avós vieram da Europa" tenha o poder de remover DNAs.

Aprendemos sempre.


A descrição da Escrava Isaura pelo autor, Bernardo Guimarães, não deixa dúvidas de que era ela uma mulher de tez branca. Sendo a mãe negra, conforme relata, fica estranho imaginar que não fosse ela minimamente mestiça na sua tez. Mas há ponderações de que sua mãe poderia já ser mestiça. E isso poderia justificar o DNA. Mas não podemos perder de vista que trata-se de uma narrativa ficcional. Logo....

Leia abaixo:








* Fábio Lau é brasileiro orgulhoso por miscigenado e cuja bisavó, negra retinta, era mãe de santo boa na arte do Candomblé. Não a conheceu, mas sabe, pela tradição oral, que tinha a pele marcada com traços feitos à ferro em brasa para fechar o corpo das maldades humanas e inumanas. Que nem ele acredita ser também.
Danado!


** E a turma do Direito da PUC? A Casa Grande continua querendo falar grosso. A gente vai deixar?


 

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