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Sábado, 28 de Outubro de 2017

Crítica & Literatura: Páginas - nem sempre felizes - de muitas histórias

Páginas - nem sempre felizes - de muitas histórias




Por Olga de Mello*

Faz um ano e meio que Dilma Roussef foi afastada da Presidência da República e o Brasil passou a assistir a discussões entre Legislativo e Judiciário sobre cassações políticas, enquanto o parlamento apreciava e homologava alterações nas leis trabalhistas e de conservação ao meio ambiente, entre outras. Parte deste curto período histórico foi analisado semanalmente por Felipe Pena em textos publicados semanalmente no jornal carioca Extra, reunidos em Crônicas do Golpe (Record, R$ 29,90), selecionados pelo único critério, explica o autor em nota, de relacionar-se com o tema que dá título ao livro.




Os personagens que ganharam popularidade no noticiário brasileiro disputam o papel de protagonista nesta história tão recente. Estão lá Geddel Vieira, Eduardo Cunha, Aécio Neves, e, claro, Michel Temer. Os títulos de cada crônica têm um só sentido: instigar o leitor a refletir sobre o momento em que o País se reservou o papel de plateia de uma peça de dramaturgia pobre, apresentada como espetáculo operístico de alta qualidade. Boa parte das crônicas tem títulos diretos e indicativos do pensamento crítico do autor: "Bolsominions: quem são e do que se alimentam", "A massa da coxinha é feita de manobra" ou "Um ano depois, o rato pariu a montanha". Leitura à prova de simpatias ideológicas, oferece argumentos a quem concorda ou discorda do discutido por Felipe.



Em setembro de 2009, três dias antes da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que, pela primeira vez, selecionaria candidatos às mais concorridas universidades federais brasileiras, dois homens tentaram vender as provas a alguns jornais, entre eles o paulistano O Estado de S.Paulo, que publicou a denúncia de vazamento. A investigação policial e as repercussões políticas e administrativas do caso estão em O roubo do Enem - A história por trás do vazamento da principal prova do País (Record, R$ 39,90), de Renata Cafardo, a repórter especializada em Educação que se recusou a comprar as cópias dos exames e fez a série de artigos denunciando a tramoia.



Na contramão das falcatruas que ocupam os noticiários está Amaro da Maré (FGV Editora, R$ 38), biografia do líder comunitário Amaro Domingues, assinado pela jornalista Regina Zappa. Nas diversas favelas que compõem a Maré, uma região aterrada em frente a ilhas e um manguezal na Baía de Guanabara, a poucos quilômetros do centro financeiro da cidade, vivem cerca de 200 mil de pessoas, segundo o Censo de 2010. Numa área em que o tráfico de drogas impõe a ordem, Amaro, um ex-militante sindical que aprendeu a ler aos quinze anos, conseguiu lidar com autoridades públicas, empresário e o poder paralelo para melhorar a qualidade de vida local, entre elas a criação da Vila Olímpica da Maré. Uma trajetória corajosa e perseverante contada com sensibilidade no texto impecável de Regina Zappa.



Em 1971, o primeiro-ministro canadense, Pierre Trudeau, foi um dos primeiros políticos a entrar numa sala de parto para acompanhar o nascimento de seu primogênito, Justin. Atualmente ocupando o cargo que o pai exerceu, Justin Trudeau fugiu dos holofotes o quanto pôde. Culto e carismático, foi professor antes de se transformar no exemplo de homem público contemporâneo: feminista, conciliador, defensor do meio ambiente e consciente das causas sociais em um país rico, ele fala de suas ideias na autobiografia Tudo que nos une (BestSeller, R$ 44,90) - que talvez não comova brasileiros acostumados a práticas pouco altruístas no trato da administração e das finanças públicas.







* Olga de Mello é jornalista, crítica literária, cronista e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

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