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Sábado, 08 de Julho de 2017

Crítica & Literatura: Mudanças físicas, orgânicas, culturais

Mudanças físicas, orgânicas, culturais



Por Olga de Mello*

Desafio às alergias, arrumar livros para mudanças - de casa, de vida, de estantes - propicia um doce encontro com momentos vividos, porém nem recordados. Antes de dar um novo destino à velha edição de Amar, verbo intransitivo (ganhei o box da Nova Fronteira que tem ainda Macunaíma e Contos Novos, e sai tudo por R$ 59,90), folheio o volume, que será substituído por um novo, na prateleira. Agarrado à orelha, uma carta de minha tia Vilma a meu pai, na expectativa de nossa viagem de férias para Florianópolis em abril de 1964. Não sei qual foi a resposta de meu pai, mas a viagem foi adiada. Em 1º de abril de 1964, estávamos no Rio de Janeiro. Eu tinha apenas 3 anos, mas me lembro de adultos que não ligavam para uma de minhas raras traquinagens: peguei a caixa de maquiagem de outra tia, e passei de tudo no rosto; todos sorriram e voltaram a conversar com semblantes severos a respeito de mudanças na política que só vim a compreender quase uma década mais tarde.



Mudança de hábitos pessoais provocam dores inesperadas. A cabeça lateja reclamando a falta de cafeína no organismo no primeiro dia de tentativa de me livrar da Coca Zero, que bebo em quantidades pouco recomendáveis. O mal estar da "limpeza" do corpo leva a compreender o desespero de personagens baseados nas experiências pessoais com drogas do americano William S. Burroughs em Junky (Companhia das Letras, R$ 47,90) e do escocês Irvine Welsh em Trainspotting (Rocco, R$ 34,90). Em seu romance de estreia, publicado nos anos 1950, Burroughs, tira qualquer glamour do consumo de drogas, que consumiu largamente da juventude à velhice. O talento e a educação refinada - estudou Literatura em Harvard - consagraram sua sólida carreira como um dos papas do movimento beatnik e a fama de artista maldito, que traficou entorpecentes e matou, acidentalmente, com um tiro, sua segunda mulher. A descrição da trajetória de Willie Lee, seu alter ego, tem muita ironia, sem abandonar a dura realidade de uma existência marcada pela eterna "fissura". Na introdução do livro, ele resume: "Junk não é um barato. É um meio de vida".

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Situações trágicas misturadas ao humor ácido de Irvine Welsh são a marca de Trainspotting, cujo sucesso foi amplificado pelo filme de Danny Boyle, estrelado por Ewan McGregor como Renton, o anti-herói que se sofre dores terríveis entre alucinações para se livrar da heroína. Segundo Welsh, o livro foi escrito "em surtos".
Por isso mesmo traz vinhetas, sob a legenda "Dilemas de um viciado", adaptadas de trechos de um diário que ele manteve durante os anos de dependência química.






A mudança de mentalidade na indústria do livro, dominada pela presença masculina - em 2012, 72,2% dos autores publicados no Brasil eram homens - motivou a criação do Mulherio das Letras, comunidade que reúne mais de 4 mil mulheres no Facebook e que promove seu primeiro encontro nacional em outubro, na Paraíba. Escritoras, jornalistas, editoras, acadêmicas, ilustradoras e profissionais ligadas ao universo do livro no Brasil participarão de rodas de conversa cuja pauta vem sendo definida em encontros regionais e até fora do Brasil. Já existe um grupo "Mulherio-Europa" que tem alinhado assuntos sobre a presença feminina na literatura. Entre as fundadoras do movimento está a escritora Maria Valéria Rezende, vencedora de três prêmios Jabuti 2016 e do Casa de las Americas, que defende a articulação de autoras sem qualquer hierarquia. Em parceria com a Universidade Federal da Paraíba, a secretaria de Cultura estadual e a ONG Porta do Sol, será lançado o prêmio Carolina Maria de Jesus, para premiar escritoras inéditas.




* Olga de Mello é jornalista, cronista e contista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

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