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Sábado, 17 de Março de 2018

Crítica & Literatura: Histórias de homens notáveis

Por Olga de Mello*

Stephen Hawking desafiou os limites humanos de resistência ao manter um corpo débil como receptáculo de uma mente alerta e destinada a ajudar a existência da humanidade. O diagnóstico de que a esclerose lateral amiotrófica (ELA) não lhe daria mais do que três anos de vida em 1963 foi a primeira barreira que derrubou: Hawking morreu esta semana, aos 75 anos, o mais longevo entre todos os que sofrem da doença degenerativa.




Bem-humorado, lançou a autobiografia "Minha breve história" (Intrínseca, R$ 24,90), em que se atém ao título: a divertida narrativa de suas experiências não chega a 150 páginas. Modesto, costumava dizer que não era o maior físico contemporâneo, apenas o "mais conhecido". O corpo disforme não o intimidava. Apesar das limitações físicas, participou de alguns episódios da série televisiva "The Big Bang Theory", uma comédia sobre físicos distanciados da realidade - coisa que Hawking lutou para jamais acontecer com ele mesmo. Autor dos best-sellers "Uma breve história do tempo" (Intrínseca, R$ 39,90) e "O universo numa casca de noz" (Intrínseca, R$ 54,90), ambos voltados para o público leigo, demonstrou até na escolha do segundo título sua humildade e desejo de popularizar o conhecimento - que está numa das falas do atormentado Hamlet: "Eu poderia me fechar numa casca de noz e me considerar o rei do espaço infinito, se não fossem meus pesadelos". Hawking conseguiu transformar o pesadelo próprio em sonho para tantos outros.



John Le Carré é praticamente o Dashiel Hammet dos livros de espionagem. Hammet, um dos mestres da literatura policial, foi detetive particular, o que lhe forneceu estrutura realista para boa parte de suas novelas. O inglês Le Carré superou uma infância e juventude tumultuadas - a mãe abandonou a família, o pai deu golpes financeiros e cumpriu pena em cadeia - entrando para o serviço secreto britânico. Pediu as contas com o sucesso de "O espião que saiu do frio", transformando-se em escritor em tempo integral. Sua autobiografia "O túnel de pombos - Histórias da minha vida" (Record, R$ 54,90) prefere trazer recordações quase sempre sobre encontros com outras pessoas do que um relato de acontecimentos. São os personagens reais que encantam Le Carré, que costurou em capítulos de diferentes extensões passagens de sua vida, estreladas por gente muito importante no meio artístico - seus livros protagonizados pelo espião George Smiley tiveram diversas adaptações cinematográficas -, ao lado de observações irônicas sobre diversos temas. Ele mesmo explica, na introdução, que um dos atrativos da carreira de escritor é a "privacidade da escrita" - razão para evitar dar entrevistas e participar de eventos literários. A fragmentação das memórias que apresenta no livro são sua tentativa de "traçar um caminho ordenado em termos de temática, não cronologicamente (...), pois algumas histórias se tornaram (...) incidentes isolados, autônomos", contadas apenas por alarmá-lo, comovê-lo ou assustá-lo. O texto é impecável, mais jornalístico do que literário e incrivelmente contido, sem resvalar para a autopromoção, tratado com o charme, a reserva e o mistério indispensáveis às tranas bem contadas.




* Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

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