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Sábado, 26 de Maio de 2018

Crítica & Literatura: Eles, que revolucionaram o século XX

Eles, que revolucionaram o século XX




Por Olga de Mello*

Em maio de 1968, estudantes e trabalhadores franceses se juntaram em greves e manifestações para mudar a política educacional e econômica do país. Vinham embalados por um movimento que começou na então Tchecoslováquia, a Primavera de Praga, iniciada em janeiro daquele ano, quando intelectuais do Partico Comunista local tentaram desvincular a política e a economia da União Soviética. As ideias liberalizantes acabaram aspergindo outros países, sem, no entanto, nem sempre alcançar os efeitos inicialmente desejados. Aquele ano conturbado e rico é relembrado pelos jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto em "1968 - Eles só queriam mudar o mundo" (Zahar, R$ 64,90), que ganha nova edição dez anos após seu lançamento.



Em forma de almanaque, o livro traz entrevistas e textos sobre os destaques daquele ano nos campos artístico, esportivo e sociais, no Brasil e no mundo, partindo da Primavera de Praga - que começou no inverno tcheco, em janeiro. Relatando cronologicamente os acontecimentos mês a mês, o livro mostra o desenrolar de situações iniciadas naquela época ou antes, como a Guerra do Vietnã, os movimentos estudantis brasileiros, trazendo de volta um ambiente pautado pelo desejo de mudança. Aquela esperança de tudo se ajeitar decorria da ignorância do futuro, como o que viria depois daquele dezembro, quando o Brasil entraria num período doloroso de perseguições políticas e torturas, com a decretação do Ato Institucional número 5. Como lembrou Regina Zappa em entrevista ao Canal Curta, esta semana, os objetivos de uma revolução não se esgotam com a vitória política, mas na manutenção dos ideais e em sua transformação diante da evolução da história.

Maio de 1968 combina perfeitamente com "Viver bem é a melhor vingança" (Autêntica, R$ 49,90), a biografia do jornalista Calvin Tomkins sobre o casal Gerald e Sarah Murphy, dois americanos endinheirados, radicados na Paris da Geração Perdida, antes da Segunda Guerra Mundial. Entre seus amigos e frequentadores de suas casas - em Paris e na Riviera Francesa - estavam Zelda e Scott Fitzgerald, que usou o extravagante par como inspiração para os protagonista de seu romance "Suave é a noite". Embora irritados ao se verem retratados por Fitzgerald em parte do livro - na segunda metade, os personagens tomam as feições do próprio autor e de sua mulher Zelda -, eles jamais deixaram de devotar-lhe sincera amizade, ajudando-o financeiramente, sem aceitar que Scott pagasse as dívidas. Recebendo e hospedando artistas como Eric Satie, Cole Porter, Jean Cocteau, Gertrude Stein e Ernest Hemingway, os Murphy seriam, atualmente, celebridades reverenciadas por quem entretinham e atraíam, apesar de Gerald ter sido considerado um pintor talentoso até abandonar a atividade atormentado pela morte de dois filhos, ainda crianças, enquanto Sara era imortalizada em pinturas de Pablo Picasso.




Ramiro Alves
Ramiro Alves  
Borges Neto
Borges Neto  
Alberto Dines
Alberto Dines  






Nesta semana, morreram três jornalistas que marcaram a vida brasileira.






Além dos queridos Ramiro Alves e Borges Neto,

foi-se o veterano Alberto Dines,

que não apenas se limitou a ser um mestre do jornalismo brasileiro,

mas um divulgador da excelente literatura de Stefan Zweig.




Fundador da Casa Stefan Zweig,

onde o escritor morreu, em Petrópolis, em 1942,

Dines foi o curador da coleção de obras completas do autor austríaco,


lançada pela Zahar.
















No vídeo, abaixo,
Alberto Dines fala sobre Zweig,
com o entusiasmo e objetividade
que só um jornalista completo consegue.








* Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo

 

Veja também:

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