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Terça-feira, 02 de Maio de 2017

Crítica & Literatura: Bom Policial, Mau Policial

Bom policial, mau policial




Por Olga de Mello*

Se as ações de policiais no mundo real nem sempre são admiráveis ou sequer respeitam a lei pela qual eles deveriam zelar, na literatura, geralmente, esses personagens se apresentam como respeitáveis representantes do Estado. Alguns, brilhantes, outros meros coadjuvantes de investigadores particulares geniais, entre eles Hercule Poirot e Sherlock Holmes. Ou, nos romances contemporâneos, burocratas sem grande imaginação, que investigam casos cuja solução será descoberta por suspeitos ou pelas vítimas do crime.



A fórmula atual dos thrillers tem deixado de lado os agentes da lei. Hoje, o romance policial geralmente traz uma previsível virada da trama na qual o protagonista ou um personagem "bonzinho" revela uma personalidade bem diferente do que seu comportamento fazia transparecer. Também existem narrativas que costuram relatos sob diferentes pontos de vista. E as que têm, em cada capítulo, uma diferente época em que se desenrola uma história que se encadeará para um desfecho surpreendente. Reviravoltas são aguardadas em qualquer clássico da novela policial, mesmo se a culpa recair sobre o mordomo - máxima, esta, pouco comprovável em leitura do gênero.

Patricia Highsmith e Ruth Rendell não fizeram da virada a apoteose do texto. Geralmente, essas rainhas do crime se concentravam nos dilemas dos personagens e suas formas de escapar da punição, lidando com culpas ou não - no caso do sociopata Ripley, um modelo de frieza e egoísmo raro na época em que Highsmith o criou. Já o inspetor Wexford, protagonista de Dame Rendell, conduzia as investigações em ritmo lento e sem grandes epifanias - quase no andamento de processos de apuração na realidade.



Para o leitor da atualidade, o encadeamento narrativo através do olhar de diferentes personagens pode se tornar uma tortura, quando se embola a "pulos" no tempo, perdido em juntar peças fragmentadas de um quebra-cabeças que deveria atiçar sua curiosidade. O inglês JP Delaney foi cuidadoso para não atordoar o público em seu primeiro thriller, Quem era ela (Intrínseca, R$ 44,90), combinando passagens em diferentes épocas, ligadas por mortes misteriosas. Jane aluga uma casa projetada por um arquiteto premiado, que exige dos inquilinos que mantenham a decoração minimalista do ambiente, sem dar qualquer toque pessoal ao novo lar. No quintal, estão enterrados os corpos da mulher e do filho pequeno do arquiteto.



A antiga inquilina da casa morreu em consequência de uma suspeita queda da escadaria. Os direitos do livro já foram comprados para a adaptação cinematográfica. Tão instigante quanto procurar a verdade de mistérios que surgem a cada capítulo é descobrir que Delaney é "um escritor que já publicou outros livros sob pseudônimo", conforme informa a orelha do volume. Uma breve pesquisa na Internet aponta a identidade do autor: Tony Strong, publicitário também conhecido como Anthony Capella, autor do romântico O oficial dos casamentos (Record, R$ 47,90), sobre o envolvimento de um oficial inglês com uma cozinheira italiana, em Nápoles, durante a Segunda Guerra Mundial.

A canadense Shari Lapena já escrevia livros para crianças antes de lançar seu primeiro suspense, que teve lançamento em diversos países e figurou em listas de mais vendidos. O sequestro de um bebê enquanto seus pais participam de um jantar na casa vizinha é o mote para uma narrativa de bom ritmo, embora os personagens se envolvam com a facilidade e a falta de sentido de uma telenovela latino-americana. O casal que mora ao lado (Record, R$ 39,90) funciona bem como um episódio de série televisiva, mas falta densidade na abordagem de temas contemporâneos - depressão pós-parto, a decisão de largar uma carreira para cuidar do filho, o empreendedorismo, fetiches sexuais, o indefectível bullying (sem bullying ou abuso sexual não existe thriller hoje em dia) e total falta de escrúpulos de quase todos os personagens - que perdem espaço diante de sucessivos elementos de enredo apresentados a cada três páginas.



* Olga de Mello é jornalista, crítica de literatura e escreve semanalmente em Conexão Jornalismo.

 

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