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Sábado, 24 de Outubro de 2020

Crítica & Literatura: A mocinha amadureceu

A mocinha amadureceu

Por Olga de Mello*

Já se passaram 25 anos desde a criação da personagem Bridget Jones pela jornalista inglesa Helen Fielding, que começou a escrever sobre as agruras de uma mulher solteira no fim do século XX numa coluna no jornal The Independent. A coluna deu origem a três livros, que inspiraram dois filmes (a última produção cinematográfica nada teve com o desastroso epílogo da personagem, que se torna viúva: a autora escreveu um roteiro avulso, seguindo a narrativa inicial, embora um dos eternos pretendentes da protagonista também fosse dado como morto). Estava inaugurada oficialmente a chick-lit, um nicho dentro do segmento "romance rosa", a literatura voltada para mocinhas sonharem com príncipes encantados.


Se agora as mocinhas românticas podem até ser mais idosas (existem subgêneros, entre eles o mom-lit - cinderelas também têm bebês - e o hen-lit - com heroínas de meia-idade, etc.) e os livros agora têm para um estágio de assertividade feminista e apelo erótico mais audacioso, a chick-lit continua abordando, com mais ou menos humor, os dilemas da mulher contemporânea de classe média diante das mesmas exigências feitas subliminarmente a suas mães e avós, expostas claramente nas revistas femininas atuais: seja sexy, prendada e profissional competente. No entanto, a mocinha trintona e branca que vive numa metrópole chique não se limita mais a conquistar homens, embaladas por coquetéis coloridos em sucessivas happy hours, como o quarteto de Sex and the city. Hoje, elas exploram a fluidez na sexualidade e consomem recreativa e abertamente drogas ilegais, de preferência cocaína no banheiro do restaurante sofisticado onde buscam uma ficada de uma noite na ressaca do fim de um longo relacionamento amoroso.


É o que acontece com Jenny, a protagonista de Adultos (IntrInseca, R$ 59,90), de Emma Jane Unsworth, em busca da redenção do que considera seu único hábito reprovável: a obsessão com a aprovação de seu estilo de vida nas redes sociais. A narrativa começa promissora, apresentando a jornalista que, aos 35 anos, só se preocupa em fotografar croissants para receber "likes" no Instagram. Filha única de uma atriz/médium solteira, que vive às voltas com namorados inadequados, ela acumula perdas pessoais dolorosas que prefere ignorar, até que a melhor amiga e a mãe resolvem intervir em sua rotina. O humor se esvai ao longo de quase 400 páginas.


Jenny supera dores, amores e descobre a possibilidade de ser feliz sozinha, nessa brava tentativa de mudar a fórmula da chick-lit - que pode vir a servir para uma adaptação cinematográfica moderninha, com mulheres melancólicas e bem resolvidas, como apresenta o atual cinema independente feminino.

Para quem prefere uma chick-lit fiel ao modelo tradicional, Um beijo de inverno na Livraria dos Corações Solitários (Verus, R$ 34,90), último volume da série de Annie Darling que descreve a vida afetiva de um grupo de livreiros, é leitura perfeita. Não faltam sarcasmo e situações totalmente distanciadas da realidade, repetidas à exaustão nos livros românticos: um casal de personalidades opostas que se engalfinha em boa parte do enredo até se descobrir irremediavelmente apaixonado e de uma compatibilidade física e emocional que só existem no... cinema.

Já quem quer refletir sobre dramas femininos verdadeiros pode cair na real com Terra nos cabelos (Record, R$ 32,90), do gaúcho Tônio Caetano, vencedor do prêmio Sesc de Literatura 2020 na categoria Conto. Em quinze breves histórias, todas protagonizadas por mulheres, o autor desafia um tabu dos tempos modernos, o lugar de fala, para discutir, sob diferentes aspectos, a vida numa época de preconceitos arraigados sem lentes cor-de-rosa, mas ainda imbuída de uma ternura que derruba, com delicadeza, os obstáculos até a felicidade.





* Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

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