• Ouça a Rádio
  • Galeria de Fotos
  • Vídeos
  • Facebook
  • Twitter
SELECT TOP 3 B.Codigo , B.Nome_Arquivo , B.Href , B.Descricao FROM Banner B WHERE B.Publicar = 1 AND B.Data_Expiracao >= 20171017 AND B.[1pagina] = 1 AND B.Cod_Tipo_Banner = 4 ORDER BY B.Data_Publicacao DESC, codigo DESC
Conexão Jornalismo é o primeiro site do país a merecer o selo verde.
Planvale

Busca

 

Galeria de Fotos

 
 

 
 

Comunidade

home > notícias conexão

Notícias Conexão

 

Sábado, 16 de Setembro de 2017

Crítica & Literatura: A epidemia da sick lit

A epidemia da sick lit




Por Olga de Mello*


A questão que nunca morre: entretenimento é literatura? Para onde vai a cultura, a tradição, a estética se o mundo quer consumir produtos que não estimulam o raciocínio, mas apenas distraem. Enquanto eruditos debatem o fim da civilização, escritores "comerciais" ganham a vida honestamente, lançando sucessos e mais sucessos que encantam, momentaneamente, o público. O leitor comum, aquele que movimenta o mercado editorial, nem sempre está à procura de uma leitura reflexiva e de qualidade.

Quem negocia livros sabe que o sucesso de boa parte da safra de novos escritores - youtubers, repetidores de fanfics, criadores de histórias fantásticas, entre outros - tem vida curta, no máximo seis meses, segundo um livreiro. Há quem reclame que árvores são derrubadas para imprimir histórias inconsequentes, porém, afirmam as editoras, esses livros sustentam o mercado "cabeça". E é só recordar ainda de Charles Dickens e Alexandre Dumas, dois mestres do folhetim, publicando suas histórias em jornais no fim dos século XIX. O francês Dumas, precursor da linha de montagem literária, tinha um pesquisador e diversos desenvolvedores de tramas em sua folha de pagamento. O pesquisador buscava os fatos históricos, Dumas alinhavava a narrativa, os colaboradores redigiam e, antes de mandar os capítulos dos folhetins para os jornais, ele conferia e editava o texto final. Nada muito diferente do que escritores de teledramaturgia fazem hoje.





A maioria dos novos frequentadores das listas de mais vendidos trabalha temas consagrados. Distopias com a luta do Bem contra o Mal, amores impossíveis, romances picantes, e, ultimamente, o filão sick lit, que descreve uma doença incurável e as lições de vida que o paciente distribui antes de falecer. Se juntar um complicado caso de amor ao padecimento pela moléstia, melhor: a fórmula foi empregada com bons resultados por Alexandre Dumas Filho, em A Dama das Camélias.











A paulista Ana Beatriz Brandão, de 17 anos, começou a escrever aos doze. Depois de dois livros fantásticos, pesquisou a esclerose lateral amiotrófica (ELA) e criou duas sick lit: O garoto do cachecol vermelho ( Verus, R$ 34,90) e sua continuação, A garota das sapatilhas brancas (Verus, R$ 29,90). O protagonista é um jovem que aproveita a vida apesar das limitações impostas pela doença. Parte das vendas dos livros é revertida para instituições de pesquisa da ELA que ajudaram Ana Beatriz a reunir informações sobre a doença ao longo de um ano.






Embora o sick lit não seja uma novidade, sua ascensão a pandemia se deve ao sucesso de A culpa é das estrelas (Intrínseca, R$ 39,90), que vendeu mais de 18 milhões de cópias no mundo inteiro, desde seu lançamento em 2012. A volúpia dos leitores pela sick lit se multiplicou também devido à adaptação cinematográfica do romance. No entanto, Love Story best-seller de Erich Segal, publicado em 1970, que também virou filme, contando a história de um jovem viúvo acompanhando o padecimento de sua mulher de leucemia, até hoje vendeu 21 milhões de exemplares. Como o que não falta é doença a ser explorada pelos autores, muitos jovens escritores vem buscando falar sobre tabus como a esquizofrenia, abordada pela americana Francesca Zappia, de 24 anos, em Inventei você? (Verus, R$ 39,90). Enquanto tenta esconder sua condição dos colegas de escola, diariamente, a protagonista fotografa quase tudo que vê, por não ter certeza se imagina pessoas, objetos e

situações.




* Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica de literatura e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo

 

Veja também:

>> Quando os pastores vão repudiar a figura do "traficante evangélico?"

>> O homem mais poderoso do Brasil - por Alex Solnik

>> Estado de saúde de Marcelo Rezende se agrava

>> Ausência de Lady Gaga no Rock In Rio gera piadas na rede

>> Atentado no Metrô de Londres deixou 22 feridos

 
  • Enviar para um amigo
  •  
  • Compartilhar no Twitter
  •  
  • Compartilhar no Facebook
  •  
  •  
  •  comentário(s)
  •  
 
Crítica & Literatura: A epidemia da sick lit
 

Copyright 2017 - WebRadio Programa Conexão - Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Go2web

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!