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Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2018

Casagrande desautoriza Tiago Leifert: esporte é lugar de debate político

Casagrande: esporte é lugar de debate político sim
Casagrande: esporte é lugar de debate político sim
Da Redação

O apresentador Tiago Leifert, que há dias criticou manifestações de atletas com a máxima "esporte não é lugar para debate político", mesmo não citado diretamente, foi alvo de crítica do comentarista e ex-craque de futebol, Walter Casagrande. Filho de um executivo da TV Globo e uma espécie de menino prodígio na emissora, ele acrescentou: "Um evento como jogo de futebol serve a manifestações políticas? Eu acho que não. Não vejo motivos para politizar o esporte".



Em nota divulgada na tarde desta terça-feira, Casagrande lembrou do período em que ele, Dr. Sócrates, Amaral, Zenon e outros craques do Corinthians se engajaram pela democratização do país, lutaram pelas Diretas Já! e, mais do que isso, instituíram a "democracia corintiana" que consistia em debater problemas do elenco e até a não obrigatoriedade de concentração.

Ao lado de Dr. Sócrates: democracia corintiana
Ao lado de Dr. Sócrates: democracia corintiana  


Ainda sobre Leifert, ele disse: "Imagine só: você chega em casa cansado, abre uma garrafa de vinho e ela grita 'Fora, Temer!'. A gente precisa respirar". "Textão é no Facebook. Deixem o esporte em paz", concluiu Tiago.

Acompanhe a íntegra do artigo de Walter Casagrande:

Vivemos tempos estranhos. Comemora-se a intervenção das Forças Armadas no Rio como se fosse uma solução eficaz e esquece-se de todas as últimas vezes (e não foram poucas nesta década) que blindados andaram pelas ruas e vielas da cidade e em nada resolveram a questão da criminalidade. Um extrato privilegiado da população bate no peito sem constrangimento algum para apoiar um defensor da ditadura (sem falar nas posições do mesmo sobre mulheres e homossexuais) que figura entre os favoritos na corrida presidencial. Pior, banqueiros o aplaudem de pé. O que fazer?

Ao lado do seu amigo, Luciano Huck
Ao lado do seu amigo, Luciano Huck   


Lamentar é a solução mais óbvia. Prefiro enfrentar com diálogo. Afinal, esta é a grande conquista da democracia. Foi por isso, para ter liberdade de pensar, falar, vestir-se como quiser, de ter o partido político que preferir e defender as bandeiras em que acreditar que lutamos durante 21 anos. Todas essas manifestações, desde que feitas dentro da lei, com respeito e valores, fazem parte de uma democracia madura.

Daí a importância do esporte como palco, sim, de discussões políticas. Por que os atletas deveriam se abster? A democracia dá o direito a donas de casa, cabeleireiros, taxistas, apresentadores de televisão e também a atletas profissionais de se manifestarem politicamente. Faz parte do jogo.

Recentemente, recebi críticas e elogios por uma coluna publicada aqui na GQ sobre o apoio de jogadores de clubes paulistas ao mesmo candidato que cito no início deste texto. Os críticos me acusaram de tentar censurá-los. Não era isso. A minha posição foi apenas de cobrar responsabilidade dos atletas, para que fossem claros na defesa de seus ideais políticos. Assim como, na maioria das vezes, o são quando o assunto é religião.

É preciso valorizar o palco que o esporte oferece. Foi isso que Tommie Smith e John Carlos, ao repetir o gesto consagrado pelos Panteras Negras, fizeram durante os Jogos Olímpicos do México, em 1968, ao mostrar o quão urgente era a discussão sobre o racismo. Muhammad Ali, o maior boxeador de todos os tempos, negou-se a combater no Vietnã justamente por saber o valor que a decisão de um ídolo do esporte teria em torno do debate da guerra. Mais recentemente, atletas da NBA demostraram grande insatisfação com o governo de Donald Trump. Jogadores de futebol americano foram na mesma linha e muitos passaram a se ajoelhar durante a execução do hino nacional.

Por aqui, lembro sempre da Democracia Corinthiana. Sim, porque junto com Sócrates, meu grande parceiro, participei dela, e isso me enche de orgulho, mas mais ainda por acreditar que fomos peça importante para aumentar o coro que exigia o retorno da democracia. Eu tenho orgulho de ter participado, em 1979, de um show a favor da anistia dos presos políticos. Também me orgulho de, em 1982, ter feito um show para pedir a redemocratização do país. Eu tenho orgulho de ter participado do movimento das Diretas Já. E tudo isso enquanto era atleta profissional, jogador do Corinthians. Por que hoje eu não poderia fazer isso? Quem proíbe o jogador de participar disso está, indiretamente, apoiando ideias reacionárias.

E o caminho é inverso. Em um momento tão polarizado, extravasar isso é essencial. Só com o diálogo chegaremos a algum lugar. Espero que o esporte em geral continue exercendo sua função de servir de palco para ampliar as grandes discussões de um país, do mundo, para além da diversão.

Viva a democracia!

 

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