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Quinta-feira, 24 de Maio de 2018

Caminhoneiros: golpistas e poderosos, eles ameaçam parar o Brasil

A sanha golpista e a reação estratégica de Brizola
A sanha golpista e a reação estratégica de Brizola
Por Fábio Lau

Os caminhoneiros param o Brasil interrompendo o abastecimento de combustíveis, alimentos e fechando rodovias. O pretexto são os sucessivos aumentos no preço do diesel - 69% em dois anos de ilegitimidade governamental. Vale lembrar que, com o aumento, quem tem faturado muito neste período Temer são as distribuidoras - a parte mais lucrativa do negócio -, produtoras estrangeiras - agraciadas com o pré-Sal - e os golpistas - que usam o caos que se avizinha para sinalizar com uma intervenção militar.

O transporte de caminhão ( responsável por 70% do abastecimento no país) de produtos estratégicos no país há muito deveria ter sido interrompido e substituído - com dimensões continentais, deveria ser recortado por ferrovias e ampliadas as hidrovias. Uma saída para o combustível, por exemplo, seria a adoção do que já acontece em aeroportos: dutos irrigam os grandes aeroportos que dispensam, assim, a aproximação de caminhões. O mesmo deveria ocorrer com postos de gasolina. O gás, no Rio, é praticamente todo canalizado - o que reduz a influência dos distribuidores via caminhão.

Caso chileno



No Chile, em 1973, o primeiro governo socialista eleito no continente americano foi fragilizado a partir de uma bem-sucedida greve de caminhoneiros que pretendeu, principalmente, desabastecer supermercados. A partir dali os militares, coordenados por Augusto Pinochet, derrubaram o presidente que foi assassinado no Palácio de La Moneda.

Na Venezuela, há dois anos, a estratégia voltou a ser usada - mas Maduro não só conseguiu reverter, enfrentando o movimento orquestrado pelos Estados Unidos e oposição, como recentemente conseguiu se reeleger.

No Brasil pré-64 Jango também enfrentou a greve dos caminhoneiros - e este argumento foi usado pelos militares para instituírem o golpe.

Deste modo, o movimento que hoje ganha manchetes no Brasil ganha ainda mais poder de fogo. Ele atinge um governo ilegítimo, impopular, corrupto, e num momento de elevada insatisfação popular.

Em mensagens trocadas nas redes sociais, os caminhoneiros deixam claro que o que querem é suspender o reabastecimento por pelo menos 15 dias. Caso cheguem à metade deste período já terão alcançado êxito porque não haverá meios de controlar uma população insatisfeita e carente de produtos básicos.

E por que fazem isso? Querem, de novo, fragilizar ainda mais uma democracia já claudicante para entregar à extrema direita militar. Foi assim, seguindo o mesmo receituário, que obtiveram êxito no Chile e no Brasil.

O golpe, realizado há dois anos, tirou o país dos trilhos. Recolocá-lo não será possível em fazer em tempo semelhante. O Brasil de hoje andou 15 ou 20 anos para trás. Aqueles que foram às ruas para fustigar um governo popular e democrático hoje padecem perplexos diante do que vê - e poucos se dão conta de que colaboraram para isso.

Se terão tempo de assistir o Brasil voltar a operar para os brasileiros, especialmente os mais carentes, é impossível dizer. Só se coloca nos trilhos quando pelo menos trilhos forem preservados. E, neste Brasil de hoje, periga venderem até o chão.


Brizola:



O ano era 1994. Caminhoneiros de vários pontos do país decidiram fechar a Avenida Brasil para protestar contra a violência nas estradas brasileiras - e não no Rio de Janeiro. Era repórter de O Dia e fui às ruas fazer a matéria. A greve começara meia noite e já era nove ou dez da manhã. O trânsito ficara caótico. Os "grevistas" reclamavam da falta de segurança. Mas relatavam terem sido atacados por ladrões de carga no nordeste, sul e norte do país. Poucos casos no Rio. Usaram a cidade, me disse um caminhoneiro, porque tudo o que ocorria aqui repercutia muito mais - o que é absoluta verdade. O governo Brizola era alvo preferencial do Globo, de Roberto Marinho. Eis que a PM adotou uma estratégia infalível para acabar com a greve. Como? Escuta essa.

Dois ou três mecânicos da PM chegaram até o início dos caminhões parados, lá no meio da Avenida Brasil, em motocicletas, munidos de alicate, fios e chaves de fenda. Estavam escoltados por militares armados. Quebraram o para-brisa do primeiro caminhão e fizeram ligação direta. E assim fizeram no segundo, terceiro, até o de número 46. Os caminhoneiros então reapareceram, rápido, para tirar os veículos antes que ficassem no prejuízo. Os que tiveram os para-brisas quebrados foram detidos. Acabou a manifestação.

 

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