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Quarta-feira, 13 de Junho de 2018

Barroso condena Paulo Henrique Amorim por injúria racial contra Heraldo Pereira

Paulo Henrique Amorim e Heraldo Pereira
Paulo Henrique Amorim e Heraldo Pereira


A notícia foi publicada pelo jornalista Flávio Ricco, do site UOL. O apresentador da Rede Record e blogueiro Paulo Henrique Amorim foi condenado em última instância por crime de racismo. A sentença, proferida pelo ministro STF, Luís Roberto Barroso, e confirmada pela primeira turma da Corte, impôs ao jornalista a pena de um ano e oito meses de prisão, em regime aberto, além de multa. A condenação se deu por injúria racial, um crime que é classificado como inafiançável. A decisão não permite recurso. Mas a internauta Roberta Moss lembrou que há um ano o mesmo Barroso disse sobre o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa: "trata-se de um negro de primeira linha".


A condenação ocorre após longa batalha judicial que remete ao ano de 2009. Naquele ano, em seu blog, o Conversa Afiada, Paulo Henrique Amorim se referiu ao jornalista Heraldo Pereira como um "negro de alma branca", expressão que divide opiniões entre ativistas do movimento negro. Enquanto alguns a consideram ofensivas, outros a veem como uma crítica ao negro que tenta agir ou pensar como fazem os brancos.

PHA acrescentou ainda que Heraldo "não conseguiu revelar nenhum atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde".


Sobre a expressão "negro de alma branca"



Por Weden


A relação entre linguagem e racismo muitas vezes vem carregada de paixões inconfessáveis, falta de zelo pela língua em sua materialidade, pouco domínio dos sentidos em sua constituição histórica.

Não raro, as interpretações servem a vinganças pessoais ou de grupos e atitudes discriminatórias. Quando afetada por injunções políticas, a discussão flerta com o irracionalismo.

Há cinco anos, a ex-ministra Matilde Ribeiro, da Seppir (Secretaria Especial de Política de Promoção da Igualdade Racial), ousou uma afirmação, que viria a ser distorcida, descontextualizada, retraduzida em termos absolutamente estranhos ao que ela disse e, finalmente, serviria para agentes do ódio racial se voltarem contra ela.

Eis o que a ministra disse em suas próprias palavras: "Não é racismo quando um negro se insurge contra um branco".

A referência à insurgência de povos dominados nunca foi problema. Pelo contrário: a História vê com simpatia os inúmeros casos de rebeldia contra a opressão. Mas na voz da ex-ministra pareceu a própria defesa do racismo às avessas, mesmo que ela deixasse claro na entrevista que "...embora eu não esteja incitando isso. Não acho que seja uma coisa boa", afirmações que pertenciam, pasmem, ao mesmo parágrafo (turno) da entrevista.

A expressão foi parafraseada por expressões que pouco se atinham ao sentido da expressão original de Matilde Ribeiro e o debate se desenvolveu em torno de uma suposta defesa da discriminação do negro contra o branco. Além disso, todas as tentativas de autodefesa da ministra foram ignoradas e só serviram para que os seus acusadores elevassem o tom. A ministra foi praticamente silenciada, e nada mais poderia ser dito em seu nome.

Dois anos antes, em 2005, o jogador Grafite, do São Paulo, foi chamado de macaco por um atacante argentino e semanas depois também por torcedores no Rio de Janeiro. A comparação é evidentemente racista, mas as mesmas vozes que acusariam a ministra mais tarde anteciparam-se em minimizar o ocorrido no mundo do futebol.

Com Paulo Henrique Amorim, vem acontecendo o mesmo. Todos aqueles que se sentiram até agora afetados pela pena rigorosa e muitas vezes sarcástica do jornalista aproveitam o que ele disse do jornalista Heraldo Pereira para detratá-lo. Exemplos de oportunismo, sentimento de vingança, expressão de ódio...viu-se, ouviu-se e leu-se de tudo em relação ao caso, que, com um pouco mais de racionalidade, poderia ter motivado um ótimo debate sobre a relação entre linguagem e preconceito.

A questão é mais simples do que parece: saber se a expressão utilizada por Paulo Henrique Amorim ("Negro de alma branca") foi racista ou não.

A resposta é NÃO. Se me chamam "de negro de alma branca" porque eu me faço de cordeiro entre poderosos, ou me visto como agregado ou capataz de outrora, vou entender como uma crítica (justa ou não) e que merece ou não reflexão. Mas se me elogiam como "negro de alma branca", vou me sentir ofendido - não por qualquer aversão aos brancos, evidentemente, mas pelo sentido de depreciação da negritude.

É simples entender esta questão, que é linguística, ou mais precisamente linguístico-discursiva, já que tem a ver com relações de poder e de sentido na história.

"Negro de alma branca", como elogio, remete à ideia de "atraso cultural" (ou, nas teorias raciais, como "atraso natural") do negro, visto aí como selvagem, como não-civilizado, como não-educado, ou como alguém "embrutecido" pela sua cor da pele, pelas suas origens afro-brasileiras.

O "negro de alma branca" seria, portanto, aquele que se desgarrou de supostas "limitações próprias" de seus pares, de sua história ou mesmo, num argumento biológico dezenovista, de sua raça.

Como fórmula discursiva, atravessou boa parte do século XX como predicado para o negro que "não se comportando como negro" seria merecedor de respeito e de acolhimento.

A historicidade própria da fórmula discursiva, efeito dos deslocamentos de sentido que se deram ao longo do século, fez com que a expressão se tornasse equívoca entre o "elogio" e a "crítica" - mas nunca "ofensa", visto que não há registro desta expressão neste ato de linguagem. Bem diferente do percurso de sentido de uma expressão inversa como "branco de alma negra", que não remete a qualquer depreciação racial nem de uns nem de outros, mas a uma identificação cultural entre brancos e negros - referiram-se assim a Vinícius de Moraes e a Elvis Presley, por exemplo.

A expressão crítica "negro de alma branca" aponta para a crítica a qualquer negro que se faça refém ou seja submisso a quem, historicamente, o condenou a posições secundárias, a quem sempre dificultou a emancipação negra.

Hoje oportunistas, que nunca se aliaram a causas sérias de combate ao racismo, fazem-se de doídos pela expressão utilizada por Paulo Henrique Amorim, como se alguma vez tivessem se incomodado com a discriminação e o preconceito.

Pelo contrário. Sempre foram os primeiros a dizer que não há racismo no país, e que não há qualquer necessidade de preocupação com este mal, que a tantos faz sofrer. De uma hora para outra, como baluartes contra o racismo, dizem-se chocados e se aproveitam politicamente para execrar o jornalista.

A questão é que, se Paulo Henrique Amorim tivesse "elogiado" Heraldo Pereira como um "negro de alma branca", aí sim seu discurso seria racista.

A pergunta que se deve fazer é se a crítica (e não o elogio) é justa ou não (e não se é racista ou não). A resposta é NÂO.

Paulo Henrique Amorim foi injusto. Muito injusto. Até porque sabe perfeitamente que, ao jornalista, mesmo crítico, muito pouco resta de poder de reação diante do patronato (o que PHA sabe perfeitamente, quando diante dos bispos da Rede Record). Heraldo não tem o poder de um Merval Pereira, de um Ali Kamel, dentro da Rede Globo. Não pode obrigar o Jornal Nacional a se interessar pelos muitos casos de racismo que ocorrem diariamente em nosso país. Nem pode promover, sozinho, o debate mais equilibrado sobre as ações afirmativas. Em outras palavras, Heraldo não pertence ao aquário.

Mas PHA está longe de ser racista. E imputar-lhe esta acusação é não considerar adequadamente os meandros da língua, do discurso, e da história de cada um.

 

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Barroso condena Paulo Henrique Amorim por injúria racial contra Heraldo Pereira
 

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