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Sábado, 19 de Maio de 2018

Aracelli e os traumas da chamada Geração Coca-Cola

Caso Aracelly: comoção nacional no tempo que marca o fim da ingenuidade
Caso Aracelly: comoção nacional no tempo que marca o fim da ingenuidade


Por Fábio Lau*

1973 foi uma maldição para o país e a democracia no mundo. O primeiro presidente socialista eleito pelo voto, o chileno Salvador Allende, foi assassinado no Palácio de La Moneda. O ditador Médici confirma como sucessor o sanguinário Ernesto Geisel. Num ano também marcado por mortes bárbaras de crianças, um caso em especial chama a atenção: no dia 18 de maio (data de ontem), em Vitória, no Espírito Santo, foi encontrado o corpo mutilado da menina Aracelli Cabrera Crespo, de oito anos. Por tudo isso, a minha geração, consciente ou mesmo inconscientemente, tem em 1973 muitos motivos para traumas que se arrastam até o dia de hoje.



Me refiro a geração nascida entre 60 e 68. Ela foi assombrada por três casos bárbaros envolvendo crianças. Carlinhos, no Rio, Ana Lídia, em Brasília, e Aracelli, em Vitória. Carlos Ramirez da Costa, um menino de 13 anos, foi sequestrado em agosto em uma trama onde seus familiares resultaram suspeitos. Há um ano Conexão Jornalismo entrevistou o repórter Domingos Meirelles, presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), que defende a tese (veja o vídeo no final da reportagem).



Ana Lídia era uma menina de sete anos quando foi levada em setembro por criminosos, a maioria ligada a famílias da aristocracia militar, de Brasília, durante a ditadura. O ano era 73, governo Médici. Vinte e duas horas depois do sumiço, o corpo da menina foi encontrado em um matagal próximo à Universidade de Brasília. Nua, com os cabelos louros cortados de forma irregular, bem rente ao couro cabeludo, e violentada, Ana Lídia teve a vida interrompida e atirada em um cova rasa no cerrado (para conhecer melhor o caso veja o vídeo no final da reportagem).

Caso Ana Lídia: trauma de infância
Caso Ana Lídia: trauma de infância  
Este jornalista morava em Brasília. Tinha oito anos - quase a mesma idade da vítima - quando o caso aconteceu e ganhou uma repercussão estrondosa. As aulas foram suspensas por conta do velório. Toda aquela geração viveria, no seu próprio quintal, um trauma que parecia impossível no imaginário da população. Além disso, terminava ali a inocência de crianças e adultos que imaginavam ser possível criar filhos livres e soltos nos intermináveis gramados da Capital Federal - distante da violência urbana que já assolava boa parte do país.

Araceli



Assim como o caso de Brasília, a história da menina capixaba, Aracelli, também paralisaria a nação diante da TV preto e branco. E, do mesmo modo, envolvia gente da alta sociedade do Espírito Santo. Por conta disso, sua elucidação jamais ocorreu. Na ditadura não se investigava casos de pessoas ricas - a menos que fossem elas adversárias do regime. O dia da morte de Aracelli, 18 de maio, passou a ser lembrado como o Dia Nacional contra a Violência Infantil. Foi o legado que ficou da sua curta história.

Mas no circo dos horrores, onde a tragédia não pode cessar, há um outro ingrediente assustador: dois dos principais suspeitos de participarem do crime e mutilarem o corpo de Aracelli, com direito a ácido na face para dificultar o reconhecimento, foram homenageados. Deram nomes a importantes avenidas em Vitória. A população tentou impedir a "homenagem". Mas aí, a título de compensação, a autoridade optou pela compensação: construiu um monumento com a face de Aracelli no final da rua que carrega o nome do seu provável algoz.

O lugar, no final de uma avenida, e o túmulo de Ana Lídia, em Brasília, até hoje são pontos de visitação pública. Ana Lídia, por conta da crença popular, passou a ser apontada como milagreira na capital já que doentes fazem promessas em seu nome. Sob o olhar meigo de Aracelli são depositadas velas e flores.


Caso Carlinhos



Carlinhos: sequestro em família
Carlinhos: sequestro em família  
Carlinhos era filho de um pequeno empresário endividado e com sete filhos. A fila de herdeiross do casal Maria da Conceição e João Ramirez da Costa contava com Vera Lúcia, Carmen, Eduardo, João, Carlos (o personagem central), Roberto e Luciana. Na época com as idades de 15, 14, 13, 11, 10, 8 e 3 anos. Na versão que foi inicialmente narrada e que Domingos Meirelles afirma ser mentirosa, a qual a mídia abraçou, havia um pedido de resgate cujo valor, para os tempos atuais, seria dos mais modestos: 100 mil cruzeiros. Em números atualizados pelo INPC seria R$ 88 mil (para saber mais sobre o caso clique aqui).

* Fábio Lau é jornalista, nascido no Rio, com infância e adolescência em Brasília, e como jornalista cansou de cobrir casos policiais - entre eles algumas das falsas aparições de Carlinhos.


Vídeos

Caso Carlinhos - Fora de Pauta é um programa executado por Conexão Jornalismo e MCE Produções. Neste episódio, Domingos Meirelles fala sobre a história que marcou os anos 70 no Rio:




O programa Linha Direta contou o caso de Ana Lídia Braga:




Caso Aracelli: a história da menina morta aos 8 anos de idade:




A música de Renato Russo que faz "homeangem" à nossa geração. A música chama a geração pré e pós-golpe como filhos da "Revolução" - um termo usado na época - quando, na verdade, seremos sempre filhos do golpe e da ditadura militar:

 

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