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Segunda-feira, 22 de Janeiro de 2018

A suspeita denúncia do Meia Hora sobre as piscinas da Maré

Da Redação

A imagem original feita por morador há dois anos
A imagem original feita por morador há dois anos

O preconceito foi o principal motivador que levou o jornal Meia Hora, do Grupo O Dia, a usar na capa uma imagem publicada por morador da Favela da Maré, na Zona Norte do Rio, onde crianças aparecem brincando dentro de piscinas. A foto original diz: "favela é lugar de paz, alegria para crianças!" A partir da mesma imagem o jornalismo clássico, arraigado da tese de que o crime contamina mesma a inocência infantil, decide apostar no título: "piscina suspeita na Maré!"



Claro que houve reação. E ela vai além porque há um movimento em que moradores querem levar piscinas de plástico para a porta do jornal para protestar. E a reação é compreensível. Por que partir do princípio de que as piscinas foram doadas por traficantes? E, se há uma suspeita, porque não apurar antes de publicar? Os jornalistas não perceberam que na imagem original aparecem o rosto de crianças?

Outro agravante é que a imagem original não é recente, mas de dois anos atrás. Mas o que a reportagem ignora é que o compartilhamento de piscinas em favelas, adquiridas por moradores, é prática comum. Assim como o uso de mangueiras d'água em dias de calor, chuveiros na laje e até caixas d'água no verão. Na cultura carioca, especialmente entre os mais pobres, onde o sacolé substitui o picolé tradicional, vale qualquer artifício para aliviar família, amigos e vizinhos do intenso calor do Rio de Janeiro.


Reação de morador que afirma ter comprado
Reação de morador que afirma ter comprado  


A agência de Favelas, que mantém um jornal que dá voz às comunidades, ouviu uma especialista no assunto: coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes (CESeC) e uma das autoras do livro Mídia e Violência: Novas Tendências na Cobertura de Criminalidade e Segurança no Brasil Silvia Ramos classifica a capa do Meia Hora como chocante. "O texto, baseado numa foto verdadeira, reúne uma quantidade de preconceitos e procedimentos de falseamento que deveria ser usado como exemplo de anti-jornalismo nas faculdades", afirma.

Para Silvia, a publicação reflete o desespero de muitos veículos impressos para sobreviver às dificuldades financeiras que atingem a grande imprensa - em especial, o Grupo O Dia, que há anos enfrenta problemas. "Mostra a profunda crise dos jornais impressos, que algumas vezes abandonam todos os escrúpulos para aumentar a venda em banca. Zero de jornalismo, zero de apuração, mil de oportunismo e criminalização dos moradores das favelas", finaliza. Josinaldo reitera: "Não dá nem pra chamar isso de jornalismo. É qualquer outra coisa, menos jornalismo".



A capa do jornal chamada de
A capa do jornal chamada de   


De memória:



Quando Brizola começou a construir piscinas em Cieps, anos 90, O Globo se apressou em dizer que eram superfaturadas. Pegaram o valor da primeira, que não tinha planta, para dizer que seria o valor de todas as demais. No final ficou provado que era puro preconceito. Na época entrevistei Betinho, do Ibase, sobre isso. Em outras palavras disse que o lazer era visto pela classe rica como algo restrito ao seu universo. Criminalizava-se o transporte que levava pobres ao mar na Zona Sul, as praias e até a piscina de uma escola pública instalada na própria comunidade.
Visto aos olhos de 2018 percebemos que nada mudou.

O caso da Maré, das piscinas, é exemplo disso. Não há provas de que sejam doação do tráfico. Ao contrário - alguns pais planejam protesto na porta do jornal Meia Hora. E a fotografia usada na reportagem é de 2016 e feita por um morador (Fábio Lau).

 

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