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Sábado, 11 de Março de 2017

Crítica e Literatura: Decoração bibliófila

Decoração bibliófila



Por Olga de Mello*

Quando uma revista de decoração está sem pautas novas, recicla um tema tradicional: "como montar sua biblioteca". O texto oferecerá muitas sugestões arquitetônicas de requinte estético e total desconhecimento do produto a ser armazenado, com prateleiras ao rés do chão, deixando os livros sujeitos a receber camadas de sujeira transportadas por sapatos. E lindas estantes ladeando degraus de escadas, que também podem ser aproveitados para receber volumes. Quem imagina uma biblioteca dessas provavelmente desconhece que livro é um imã de poeira, uma incubadora de ácaros, traças, fungos.




Uma das tendências atuais nesses artigos é o ordenamento de livros por tamanho e cor, com efeitos organizacionalmente duvidosos. Haja memória para se lembrar que a nova edição de "A Bagaceira" (José Olympio, R$ 42,90), de José Américo de Almeida, estará agrupada ao lado de "Uma história natural da curiosidade" (Companhia das Letras, 59,90), de Alberto Manguel, pois ambos têm as mesmas dimensões e lombadas em tons semelhantes de vermelho.





Não importa que um seja o marco inicial modernista do regionalismo na literatura brasileira e que o outro trate da curiosidade como impulso para o conhecimento, a arte e a filosofia, a partir dos olhares de Dante, Lewis Carrol e Socrates.






Próximos a eles ficariam "Baladas Proibidas" (Record, R$ 39,90 ), de Bolivar Torres e Gabriel Godoy, e "A volta ao mundo em 80 dias" (Zahar, R$ 49,90), de Jules Verne, também classificados de acordo com a tonalidade vermelho-escuro das lombadas, mesmo que o primeiro conte a trajetória de um jovem brasileiro, traficante de drogas, e o segundo seja um popularíssimo clássico do romance de aventura do século XIX (que vem com comentários e ilustrações da época, em novo imperdível lançamento da coleção Clássicos Zahar).




Em "A biblioteca, à noite" (Companhia das Letras, R$ 54,90), Alberto Manguel fala de bibliotecas no mundo todo e relata como construiu um abrigo para seus 40 mil livros, no interior da França.
No início, imaginava "estantes que começassem à altura do quadril e subissem apenas até onde chegasse a ponta dos dedos" do braço estendido, pois "livros condenados a alturas que pedem escadas ou a profundezas que obriguem o leitor a rastejar acabam por receber muito menos atenção que seus companheiros a meia altura, seja qual for seu assunto ou mérito".








Por falta de espaço para expandir
horizontalmente as prateleiras, Manguel, que hoje é o presidente da Biblioteca Nacional da Argentina, teve que se contentar em empilhar livros até o teto

.










A ordenação cromática poria este livro de Manguel distante do retante de sua obra, mas próximo ao belíssimo "Charlotte" (Bertrand, R$ 49,90) de David Foenkinos. Talvez combinasse também com "O livro dos Baltimore" (Intrínseca, R$ 49,90), de Joel Dicker.






A biografia da pintora Charlotte Salomon, morta em Auschwitz, aos 26 anos, grávida, é contada por Foenkinos com frases curtas enfileiradas, como um poema épico, compondo um texto lírico de imagens fortes e comoventes. Já a saga de uma família judia, centrada na convivência de três primos e uma jovem a quem todos os garotos amam, fala de amadurecimento, lealdade, traição e amizade com tanta intensidade que é difícil deixar a leitura de lado.





Em tempo: melhor que pensar em decoração é ler essas delícias.






* Olga de Mello é jornalista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo.

 

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