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Sábado, 02 de Dezembro de 2017

Crítica & Literatura - Folhetim: o irresistível processo de fidelização do leitor




Folhetim: o irresistível processo de fidelização do leitor


Por Olga de Mello *

Faz quase 200 anos que os jornais franceses inventaram a fidelização do público oferecendo entretenimento puro e simples. Em 1836 surgia o folhetim, uma narrativa que se infiltrava na cabeça do leitor e garantia a vendagem das publicações. Terminada a série, os capítulos eram reunidos em volumes, colecionados avidamente pelos admiradores daquelas aventuras. Com Os três mosqueteiros, Alexandre Dumas sacramentou o spin-off. O sucesso das aventuras de D'Artagnan, Athos, Porthos e Aramis foi tamanho que rendeu duas extensas sequências - Vinte Anos Depois (Zahar, R$ 129,90), novo título da Coleção Clássicos Zahar, e o Visconde de Brangelonne.

Alexandre Dumas foi pioneiro não apenas no gênero literário, mas na terceirização do trabalho, contratando uma equipe alentada de pelo menos 70 colaboradores, entre eles Auguste Maquet, responsável pela minuciosa pesquisa histórica de obras como O Conde de Monte Cristo e A Rainha Margot. Ao reclamar percentuais sobre as vendas, Maquet fez um acordo financeiro que retirou seu nome das capas dos livros. Graças ao grande grupo de colaboradores, nos anos de 1844 e 1845, Dumas conseguiu entregar a cinco diferentes jornais Os três mosqueteiros e Vinte anos depois (ao Le Siècle), O conde de Monte Cristo (ao Journal des Débats), A rainha Margot (ao La Presse), O cavaleiro de Maison-Rouge (ao La Démocratie Pacifique) e Uma filha do Regente (ao Commerce).

A necessidade era a mola propulsora dessa produção industrial. Diversos escritores recorreram aos folhetins para sustentar a vida, entre eles Balzac e Charles Dickens. Notadamente, apuraram a técnica de manter o interesse do leitor, escrevendo de maneira a atiçar a curiosidade e levar à compra do jornal para acompanhar o desenrolar da narrativa.

A estratégia de marketing também era um dos pontos fortes de Dumas e de seus editores. Vinte Anos Depois começa a ser publicado pelo Le Siécle, em janeiro de 1845, coincidindo com o lançamento em livro de Os três mosqueteiros, cujas aventuras haviam se encerrado, seis meses antes, nas páginas do jornal. O personagem Alexandre Dumas é tão fascinante quanto os que ele criou para romances históricos que explicam fatos pela interferência de figuras absolutamente fictícias e desconhecidas. Nobres e políticos contracenam com esses personagens audaciosos, que alteram o curso dos acontecimentos sempre que possível, em defesa de causas dadas como perdidas.

A saga dos mosqueteiros continua encantando multidões, ainda que hoje seja mais conhecida visualmente do que pela leitura. Distanciados ao longo de duas décadas, os quatro amigos amadurecidos voltam a se reunir. Embora D'Artagnan já não seja o adolescente pronto a se apaixonar por qualquer vilã insinuante, ele ainda tem o ímpeto de buscar justiça e o talento para convencer os companheiros a embarcar em aventuras arriscadas.

As quase 800 páginas de Vinte anos depois têm o vigor característico de Dumas, que ambienta o leitor na intensa relação entre os quatro amigos, sem exigir a leitura do livro anterior. E, na atualidade, começa a torcer para que a Zahar se anime a montar uma edição caprichada, comentada e repleta de ilustrações originais, do Visconde de Brangelonne, a conclusão da trilogia, passada trinta anos após as primeiras histórias do quarteto, que traz o conhecido episódio sobre o Homem da Máscara de Ferro.


*Olga de Mello é jornalista, cronista, crítica literária e escreve aos sábados em Conexão Jornalismo

 

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